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Escuta ativa fortalece relações no ambiente escolar
Ouvir e escutar são ações diferentes. Enquanto ouvir envolve apenas a percepção fisiológica dos sons, escutar exige intenção, presença e capacidade de atribuir significado ao que está sendo comunicado. A escuta ativa vai além, demandando atenção genuína, empatia e disposição para compreender profundamente aquilo que o outro transmite, seja de forma verbal ou não verbal. No ambiente escolar, essa habilidade fortalece vínculos, promove acolhimento emocional e contribui para a formação de estudantes mais confiantes e participativos. Estudantes que se sentem verdadeiramente escutados desenvolvem maior autoestima e segurança para se expressar. Quando percebem que suas opiniões, sentimentos e necessidades têm valor, tornam-se mais propensos a compartilhar ideias, fazer perguntas e participar ativamente das atividades escolares. Essa confiança construída através da escuta ativa cria base sólida para relacionamentos respeitosos entre professores e alunos. A prática da escuta ativa por parte dos educadores demonstra aos estudantes que eles importam como indivíduos, não apenas como receptores de conteúdo. Essa validação emocional fortalece o engajamento no processo de aprendizagem e incentiva autonomia. Crianças e adolescentes que experimentam ser ouvidos tendem a replicar essa postura com colegas, criando ciclo positivo de empatia e colaboração. Professores que praticam contato visual, evitam interrupções e demonstram interesse genuíno pela fala dos alunos criam ambiente propício para que todos se sintam à vontade para compartilhar. Essas atitudes aparentemente simples transmitem mensagem poderosa de respeito e valorização, fundamentais para desenvolvimento socioemocional saudável. Comunicação além das palavras Crianças e adolescentes comunicam-se de múltiplas maneiras. Gestos, expressões faciais, posturas corporais, silêncios e até comportamentos desafiadores carregam mensagens importantes que nem sempre são verbalizadas. Educadores sensíveis a essas formas de expressão conseguem identificar necessidades, angústias ou potenciais que passariam despercebidos numa escuta superficial. "A escuta ativa exige que estejamos atentos não apenas ao que é dito, mas também ao que fica implícito nos comportamentos e nas emoções demonstradas pelos estudantes", explica Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Reconhecer que a comunicação transcende as palavras é passo essencial para construir relações mais saudáveis e compreensivas. Um aluno que apresenta queda repentina no desempenho, isolamento social ou mudanças bruscas de humor está comunicando algo importante. A escuta ativa permite que educadores percebam esses sinais precocemente e ofereçam suporte adequado, prevenindo agravamento de situações que afetam o bem-estar e o desenvolvimento. Diferença entre escutar e concordar Praticar escuta ativa não significa concordar com tudo que o outro diz ou atender todas as suas vontades. Significa acolher, compreender e, a partir daí, dialogar, orientar e estabelecer limites quando necessário. Essa distinção é fundamental para que a escuta ativa não seja confundida com permissividade. No ambiente escolar, educadores equilibram valorização das falas e sentimentos dos alunos com a responsabilidade de guiar, ensinar e propor caminhos que contribuam para o crescimento individual e coletivo. Essa postura fortalece a autoridade pedagógica não como imposição, mas como referência respeitada pelos estudantes. Quando um aluno expressa frustração com determinada atividade, por exemplo, o educador que pratica escuta ativa acolhe esse sentimento, busca compreender suas causas, mas também orienta sobre importância de persistir diante de desafios. O estudante sente-se ouvido e, ao mesmo tempo, aprende estratégias para lidar com dificuldades. Habilidades fundamentais para escuta ativa Desenvolver escuta ativa exige cultivo de competências específicas. Empatia permite que o educador se coloque no lugar da criança ou adolescente, tentando enxergar a situação a partir do contexto em que ele está inserido. Essa capacidade de compreender perspectivas diferentes da própria é essencial para comunicação genuína. Tolerância possibilita respeitar visões divergentes, mesmo quando não coincidem com as próprias convicções. No ambiente escolar, onde convivem pessoas de origens, experiências e valores diversos, essa habilidade torna-se indispensável para convivência harmoniosa e enriquecedora. Flexibilidade abre espaço para que opiniões e pontos de vista sejam revistos sempre que necessário, em busca de soluções mais justas e equilibradas. Educadores flexíveis reconhecem que nem sempre têm todas as respostas e que os estudantes podem trazer contribuições valiosas para resolução de problemas. Compreensão garante que a fala do outro seja contextualizada e valorizada. Antes de julgar ou oferecer soluções prontas, o educador que pratica escuta ativa busca entender completamente o que está sendo comunicado, fazendo perguntas esclarecedoras e demonstrando interesse genuíno. Práticas pedagógicas que estimulam escuta ativa Atividades em grupo, debates mediados, rodas de conversa e projetos colaborativos favorecem o diálogo e o respeito à diversidade de opiniões. Essas estratégias pedagógicas criam oportunidades para que estudantes pratiquem tanto o ato de se expressar quanto o de escutar ativamente os colegas. "Quando incorporamos metodologias que incentivam o protagonismo dos alunos, estamos criando condições para que eles desenvolvam não apenas conhecimentos acadêmicos, mas também competências socioemocionais essenciais", destaca Cleunice Fernandes. Rodas de conversa, em particular, oferecem formato democrático onde todos têm oportunidade de falar e de escutar. Nesse contexto, estudantes aprendem a aguardar sua vez, a respeitar opiniões diferentes e a construir argumentos de forma respeitosa. O educador atua como mediador, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas e valorizadas. Projetos colaborativos exigem que alunos negociem ideias, dividam tarefas e tomem decisões em conjunto. Essas experiências desenvolvem escuta ativa de forma prática, pois o sucesso do grupo depende da capacidade de cada membro compreender e considerar as contribuições dos demais. Acolhimento emocional e prevenção Crianças e adolescentes enfrentam pressões diversas, desde cobranças escolares até desafios pessoais e familiares. Quando encontram espaço para falar e percebem que suas angústias são levadas a sério, reduzem-se riscos de isolamento, queda no desempenho e problemas de saúde mental. A escuta ativa funciona como ferramenta de prevenção, possibilitando identificação precoce de situações como bullying, dificuldades de aprendizagem, ansiedade, depressão ou outros fatores que impactam o bem-estar. Estudantes que se sentem acolhidos têm mais facilidade para pedir ajuda quando necessário. Esse acolhimento emocional também fortalece a resiliência. Quando crianças experimentam ter suas emoções validadas e compreendidas, desenvolvem recursos internos para lidar com adversidades. Aprendem que sentimentos difíceis são parte da experiência humana e que podem ser processados de forma saudável. Família e escola Quando escola e família compartilham a prática da escuta ativa, a criança percebe coerência e segurança nas relações. Pais que escutam com atenção reforçam em casa o mesmo comportamento incentivado na escola, criando rede de apoio ampla e consistente. Professores que se abrem para ouvir não apenas os alunos, mas também seus familiares, fortalecem o diálogo entre instituição e comunidade. Essa integração torna o processo educativo mais transparente e colaborativo, permitindo que todos os envolvidos contribuam para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes. Reuniões escolares, encontros individuais e canais de comunicação abertos entre educadores e famílias possibilitam trocas importantes. Quando ambos os lados praticam escuta ativa, é possível compreender melhor as necessidades de cada estudante e desenvolver estratégias conjuntas de apoio. Superando barreiras cotidianas Falta de tempo, excesso de demandas e a pressa dos adultos frequentemente dificultam a prática da escuta ativa. Muitos educadores e pais acabam automatizando respostas e não se atentam aos sinais emitidos pelas crianças. Reconhecer essas barreiras é primeiro passo para superá-las. Criar momentos intencionais de diálogo, mesmo que breves, faz diferença significativa. Conversas durante refeições, intervalos ou atividades compartilhadas, quando vividas com atenção genuína, geram impactos profundos na vida emocional e social dos jovens. Cultivar essa habilidade continuamente transforma o ambiente escolar em espaço mais democrático, onde todos têm voz e são reconhecidos em sua singularidade. Para saber mais sobre escuta ativa, visite https://lunetas.com.br/escuta-infantil/ e https://institutoeducarmais.org/escuta-ativa-na-construcao-de-vinculos-familiares/
06 de fevereiro, 2026
Colégio orienta sobre a limpeza correta das garrafinhas
Levar água para a escola é uma prática saudável e incentivada por professores e profissionais de saúde. No Colégio Alternativo, as garrafinhas de água se tornaram parte do dia a dia dos estudantes, ajudando a manter a hidratação constante e os hábitos de cuidado com o próprio corpo. Mas, para que essa rotina seja realmente segura, é fundamental que as garrafinhas estejam sempre limpas. Pensando nisso, a escola preparou dicas simples e práticas para orientar alunos e famílias sobre a limpeza correta desses utensílios. Manter a garrafinha limpa não é apenas uma questão de higiene: é uma forma de prevenir doenças e garantir que a água consumida pelos alunos esteja livre de bactérias e resíduos. Com pequenas mudanças de hábito, como a limpeza diária e o armazenamento adequado, é possível transformar uma simples garrafinha em uma aliada da saúde escolar. Por que limpar a garrafinha todos os dias é tão importante No dia a dia corrido da escola, é comum que as garrafinhas fiquem guardadas na mochila ou sobre a mesa entre um gole e outro. Essa rotina aparentemente inofensiva pode, na verdade, ser um terreno fértil para a proliferação de micro-organismos. Restos de água, calor e a própria saliva dos estudantes criam condições ideais para o surgimento de fungos e bactérias. O Colégio Alternativo reforça que, mesmo que a garrafinha pareça limpa por fora, é necessário dedicar alguns minutos para higienizá-la internamente. A limpeza diária previne odores, manchas e possíveis problemas de saúde, como infecções gastrointestinais ou gripe. Além disso, esse cuidado contribui para que os estudantes adquiram consciência sobre higiene pessoal e responsabilidade com os objetos de uso diário. Passo a passo para uma garrafinha sempre limpa Para facilitar a rotina dos alunos, a equipe pedagógica do Colégio Alternativo recomenda um passo a passo simples que qualquer criança ou adolescente consegue seguir. Primeiramente, a garrafinha deve ser desmontada completamente. Isso inclui a tampa, o bico ou canudo, e qualquer anel de vedação que acompanhe o recipiente. O próximo passo é enxaguar todas as partes com água corrente. Depois, é hora de usar sabão neutro, que ajuda a eliminar resíduos sem prejudicar a saúde. Uma escovinha de garrafa é ideal para alcançar cantinhos difíceis, principalmente no fundo e na tampa. Após a lavagem, é importante enxaguar bem para remover todo o sabão. Por fim, a garrafinha deve secar completamente antes de ser fechada. Deixar o recipiente úmido ou fechado enquanto ainda está molhado favorece a proliferação de bactérias. O Colégio Alternativo também alerta para o cuidado com o armazenamento. Guardar a garrafinha na mochila durante todo o dia ou deixá-la próxima de alimentos perecíveis pode comprometer a higiene. O ideal é manter a garrafinha em local limpo e seco, de preferência em um compartimento próprio ou na lancheira. Transformando a limpeza em hábito divertido Mais do que um procedimento de higiene, a limpeza da garrafinha pode se tornar um hábito divertido e educativo. No Colégio Alternativo, professores e coordenadores incentivam a participação das crianças com pequenas atividades lúdicas, como criar uma rotina de "hora da limpeza" ou marcar dias da semana para checar se as garrafinhas estão limpas. Essa abordagem ajuda os alunos a entenderem a importância do cuidado diário e a desenvolverem autonomia. Além disso, os pais podem acompanhar o processo em casa, transformando a limpeza em um momento de aprendizado e diálogo sobre saúde. Explicar por que é importante lavar a garrafinha, mostrar como pequenas atitudes fazem diferença na prevenção de doenças e até tornar a tarefa em uma brincadeira ajuda a fixar o hábito de forma natural e consistente. Outro ponto interessante é que a prática reforça conceitos de responsabilidade ambiental. Ao cuidar corretamente da garrafinha reutilizável, os estudantes aprendem a importância de preservar recursos naturais e evitar o desperdício, já que a limpeza adequada permite que o utensílio seja usado por muito mais tempo, diminuindo a necessidade de garrafas plásticas descartáveis. Veja mais no blog: Educação infantil | Colégio Alternativo
04 de fevereiro, 2026
Lazer na adolescência: impactos no bem-estar
A rotina de estudantes do ensino médio frequentemente se resume a escola, cursos preparatórios, atividades extracurriculares e compromissos que ocupam praticamente todo o tempo disponível. Essa sobrecarga deixa pouco ou nenhum espaço para momentos de descontração, diversão e lazer. Pesquisas demonstram que a falta de tempo livre para atividades prazerosas compromete significativamente o bem-estar do adolescente, aumentando vulnerabilidade a problemas como ansiedade, estresse crônico, depressão e isolamento social. O lazer durante a adolescência não representa perda de tempo ou fuga de responsabilidades. Trata-se de necessidade básica para o desenvolvimento saudável, funcionando como válvula de escape para as intensas pressões emocionais e sociais características dessa fase. Jovens que têm oportunidades regulares de diversão, brincadeiras e atividades prazerosas desenvolvem melhor capacidade de lidar com frustrações, apresentam maior resiliência emocional e mantêm equilíbrio mais saudável entre corpo e mente. O cérebro adolescente e a necessidade de experiências prazerosas O desenvolvimento cerebral na adolescência ajuda a explicar por que o lazer é tão importante nessa etapa. O cérebro do adolescente ainda está em formação e apresenta alta sensibilidade à dopamina, neurotransmissor relacionado a recompensas e prazer. Essa característica faz com que novas experiências, desafios e atividades lúdicas despertem interesse intenso e se transformem em aprendizados sólidos. Quando adolescentes participam de jogos, atividades criativas ou experiências coletivas, ativam áreas cerebrais relacionadas à motivação, resolução de problemas, criatividade e desenvolvimento de resiliência. Essas atividades não oferecem apenas entretenimento superficial, mas contribuem para a formação de conexões neurais importantes que influenciarão a vida adulta. A privação de momentos de lazer interfere nesse processo de desenvolvimento. Adolescentes sobrecarregados com obrigações e sem tempo para relaxar tendem a apresentar sinais de esgotamento mental, dificuldade de concentração e menor capacidade de absorver novos conhecimentos. O cérebro precisa de intervalos e experiências prazerosas para processar informações e consolidar aprendizados. Manifestações da falta de lazer no comportamento A ausência de tempo livre se manifesta de diversas formas no comportamento adolescente. Irritabilidade excessiva, mudanças bruscas de humor, isolamento social, desinteresse por atividades que antes proporcionavam prazer e queixas frequentes de cansaço são sinais de que a rotina está desequilibrada. Quando jovens reclamam constantemente de estresse ou demonstram apatia mesmo em situações que deveriam ser agradáveis, é importante investigar se há tempo suficiente para descanso e diversão. "Recebemos muitos relatos de pais preocupados com filhos que parecem desanimados, sem energia para nada", comenta Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). "Quando investigamos a rotina, frequentemente descobrimos agendas lotadas sem nenhum espaço para lazer genuíno." Problemas de sono também aparecem com frequência. Adolescentes sem momentos de descontração ao longo do dia podem ter dificuldade para relaxar à noite, resultando em insônia ou sono de má qualidade. Esse ciclo prejudica ainda mais o bem-estar, já que a privação de sono agrava sintomas de ansiedade e compromete o desempenho escolar. O isolamento social representa outro sinal preocupante. Quando a rotina está tão cheia que não sobra tempo para encontrar amigos fora do contexto escolar, adolescentes perdem oportunidades importantes de desenvolver habilidades sociais, criar vínculos afetivos e experimentar pertencimento a grupos. Essas conexões são fundamentais para a saúde emocional nessa fase da vida. Equilíbrio entre responsabilidades e tempo livre A pressão por alto desempenho acadêmico, ingresso em universidades concorridas e preparação para o mercado de trabalho leva muitas famílias a lotarem a agenda dos filhos com atividades consideradas "produtivas". Cursos de idiomas, preparatórios, esportes competitivos e outras atividades extracurriculares se acumulam, deixando pouco ou nenhum tempo livre. Esse modelo ignora que o desenvolvimento saudável exige equilíbrio. Estudos são importantes e devem ser priorizados, mas não podem ocupar absolutamente todo o tempo disponível. Adolescentes precisam de momentos para simplesmente relaxar, fazer atividades pelo puro prazer que proporcionam e conviver com amigos e familiares sem a pressão de produzir resultados. A adultização precoce representa risco sério. Quando adolescentes são privados de vivências lúdicas apropriadas à idade e incentivados a assumir responsabilidades ou comportamentos típicos de adultos, perdem etapas importantes do desenvolvimento. Essa aceleração forçada pode gerar problemas de autoestima, dificuldades de socialização, distúrbios de atenção e aumentar o risco de depressão. Formas de lazer apropriadas para adolescentes O conceito de brincar na adolescência difere da infância, mas permanece igualmente importante. Jogos de tabuleiro e cartas estimulam planejamento, tomada de decisões e pensamento estratégico enquanto proporcionam diversão e socialização. Dinâmicas coletivas como mímicas, desafios criativos ou jogos improvisados trabalham expressão, espontaneidade e convivência em grupo. Atividades físicas e esportes praticados por prazer, sem a pressão de competições ou resultados, contribuem simultaneamente para saúde física e emocional. Dançar, andar de bicicleta, jogar futebol com amigos, praticar skate ou qualquer outra atividade que envolva movimento ajuda a liberar tensões acumuladas e produz endorfinas que melhoram o humor. Experiências artísticas como tocar instrumentos musicais, desenhar, escrever, fotografar ou criar conteúdo digital permitem expressão criativa e ajudam adolescentes a processar emoções complexas. Essas atividades oferecem canal saudável para sentimentos que podem ser difíceis de verbalizar. Momentos em família também são formas valiosas de lazer. Cozinhar juntos, assistir filmes, fazer passeios, organizar pequenas festas ou simplesmente conversar sem pressa fortalece vínculos afetivos e cria memórias importantes. A convivência familiar relaxada, sem cobranças ou críticas, proporciona segurança emocional fundamental nessa fase de tantas mudanças. Tecnologia e redes sociais no lazer adolescente As telas fazem parte incontornável da vida contemporânea e podem oferecer formas legítimas de lazer e socialização. Jogos online com amigos, assistir séries, consumir conteúdo em redes sociais ou participar de comunidades digitais são atividades que trazem prazer e conexão social para muitos adolescentes. O desafio está em evitar que o tempo de tela substitua completamente experiências presenciais e atividades que envolvam movimento físico, contato direto com pessoas ou vivências no mundo real. O equilíbrio pode ser construído através de regras claras sobre uso de dispositivos, incentivo a atividades ao ar livre e participação da família em propostas que envolvam criatividade e convivência. "Observamos que adolescentes que mantêm diversidade de atividades de lazer, incluindo mas não limitadas ao digital, apresentam melhor equilíbrio emocional", destaca a coordenadora geral do Colégio Alternativo. Limitar o tempo de tela especialmente antes de dormir ajuda a preservar a qualidade do sono. A luz azul emitida por dispositivos interfere na produção de melatonina, dificultando o adormecer. Estabelecer horários para desconectar e criar rituais de descanso que não envolvam telas contribui para melhor recuperação física e mental. Papel da escola e da família Instituições de ensino podem contribuir significativamente ao oferecer espaços e oportunidades para lazer saudável. Intervalos adequados entre aulas, atividades lúdicas integradas ao currículo, eventos culturais e esportivos, e ambientes que estimulem socialização ajudam a equilibrar as exigências acadêmicas com necessidades emocionais dos estudantes. As famílias têm papel fundamental em proteger o tempo livre dos filhos. Isso significa avaliar criticamente a quantidade de atividades extracurriculares, respeitar momentos de descanso, incentivar encontros com amigos e criar cultura familiar que valorize o lazer como componente essencial da saúde. Pais que modelam equilíbrio saudável entre trabalho e lazer em suas próprias vidas ensinam lições valiosas por exemplo. Conversar abertamente com adolescentes sobre como estão se sentindo em relação à rotina, se têm tempo suficiente para fazer coisas que gostam e se sentem sobrecarregados permite ajustes necessários. Jovens precisam saber que suas necessidades emocionais são válidas e que buscar equilíbrio não representa fraqueza ou falta de ambição. Para saber mais sobre adolescente, visite https://lunetas.com.br/atividades-para-fazer-na-adolescencia/ e https://blogs.oglobo.globo.com/mae-de-tween/post/pre-adolescentes-precisam-de-tempo-livre-para-brincar.html
02 de fevereiro, 2026
Prevenção ao bullying: responsabilidade compartilhada
A prevenção ao bullying exige ações coordenadas entre família e escola, formando uma rede de proteção capaz de identificar, acolher e intervir diante de situações de violência sistemática. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes revelam que um em cada dez estudantes brasileiros já foi vítima de bullying, número que evidencia a urgência de estratégias preventivas eficazes. Essa forma de intimidação repetitiva e intencional causa danos profundos ao desenvolvimento emocional, acadêmico e social de crianças e adolescentes, exigindo vigilância constante e compromisso genuíno de todos os envolvidos na formação dos jovens. O bullying se diferencia de conflitos pontuais pela repetição das agressões, pela intencionalidade de causar sofrimento e pelo desequilíbrio de poder entre agressor e vítima. Enquanto desentendimentos isolados fazem parte do processo de socialização e podem ser resolvidos com mediação pontual, o bullying estabelece padrão de perseguição que mina a autoestima, gera medo constante e isola a vítima do grupo. Reconhecer essa distinção orienta intervenções adequadas e evita tanto a banalização quanto respostas desproporcionais. A escola como ambiente de proteção e formação ética A instituição escolar concentra grande parte dos casos de bullying justamente por ser espaço de convivência intensa entre crianças e adolescentes. Essa mesma característica a coloca como protagonista fundamental na prevenção. Criar cultura institucional de respeito, inclusão e valorização da diversidade reduz significativamente a incidência de violência. Programas de educação socioemocional ensinam os estudantes a reconhecer sentimentos, desenvolver empatia, resolver conflitos de forma construtiva e estabelecer relações saudáveis. Campanhas educativas permanentes mantêm o tema em evidência e demonstram que a escola não tolera práticas violentas. Palestras, debates, produções artísticas, teatro e atividades lúdicas sobre bullying conscientizam sobre as consequências das agressões e estimulam reflexão coletiva. Projetos colaborativos que incentivam trabalho em equipe fortalecem vínculos entre os estudantes e constroem senso de comunidade. "A escola precisa ser espaço onde todas as crianças se sintam seguras para aprender, brincar e desenvolver seu potencial", afirma Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Para ela, a formação ética dos estudantes acontece tanto nas aulas quanto nas relações cotidianas, exigindo atenção constante de toda a equipe pedagógica. A capacitação de professores e funcionários se mostra essencial. Educadores preparados identificam sinais precoces de bullying, como isolamento progressivo, queda no rendimento escolar, mudanças bruscas de comportamento e recusa em participar de atividades coletivas. A intervenção rápida e adequada impede que o problema se agrave. Protocolos claros de acolhimento da vítima, responsabilização do agressor e comunicação com as famílias devem estar estabelecidos e conhecidos por todos. O papel insubstituível da família Pais e responsáveis exercem função complementar e igualmente crucial na prevenção ao bullying. O diálogo aberto e constante em casa cria condições para que a criança compartilhe experiências difíceis sem medo de julgamento ou punição. Conversas regulares sobre o cotidiano escolar, as amizades, as alegrias e dificuldades geram oportunidades para identificar problemas antes que se agravem. A observação atenta a mudanças comportamentais permite detectar sinais de sofrimento. Recusa em ir à escola, especialmente quando antes havia interesse pelos estudos, representa indicador significativo. Queixas recorrentes de dores de cabeça ou abdominais sem causa médica aparente, alterações no sono, isolamento social, tristeza persistente, irritabilidade incomum e desinteresse por atividades antes prazerosas merecem investigação cuidadosa. O acolhimento familiar fortalece a autoestima e oferece segurança para enfrentar adversidades. Valorizar qualidades da criança, reconhecer seus esforços e demonstrar confiança em suas capacidades constrói resiliência emocional. O exemplo dado pelos adultos em casa também educa. Ambientes familiares pautados por respeito, empatia e resolução pacífica de conflitos ensinam esses valores às crianças, que tendem a reproduzi-los nas relações sociais. Comunicação efetiva entre escola e família A articulação entre escola e família potencializa os esforços de prevenção e intervenção. Reuniões periódicas, além das formais do calendário escolar, mantêm pais informados sobre o desenvolvimento dos filhos e criam oportunidades para troca de informações relevantes. Canais de comunicação ágeis permitem contato imediato quando surgem situações que exigem atenção. Quando há suspeita ou confirmação de bullying, a resposta deve ser conjunta e coordenada. Pais precisam procurar a coordenação pedagógica ou direção, relatar detalhadamente o problema e exigir medidas concretas de proteção da vítima. A escola, por sua vez, deve investigar cuidadosamente os fatos, ouvir todas as partes envolvidas, implementar ações de acompanhamento e manter comunicação transparente com as famílias. A parceria se estende ao acompanhamento dos agressores. Muitas crianças e adolescentes que praticam bullying enfrentam dificuldades emocionais, problemas familiares ou reproduzem violências que vivenciam em casa. Compreender essas motivações não justifica as agressões, mas orienta intervenções mais eficazes. O envolvimento das famílias dos agressores é fundamental para identificar questões subjacentes e buscar apoio adequado. Escuta ativa e acolhimento das vítimas A escuta ativa representa a primeira e mais importante atitude diante da revelação de bullying. Ouvir com atenção plena, sem interrupções, demonstrações de incredulidade ou minimização do sofrimento, valida os sentimentos da vítima e restaura sua confiança. É fundamental deixar claro que a culpa nunca é da vítima, independentemente de suas características ou comportamentos. Elogios sinceros, reconhecimento da coragem demonstrada ao falar e afirmações de que a situação pode ser resolvida ajudam a reconstruir a autoestima abalada. O empoderamento passa por lembrar à criança ou adolescente suas qualidades, conquistas e valor como pessoa. Tanto família quanto escola devem oferecer esse suporte emocional de forma consistente. O acompanhamento psicológico profissional oferece recursos fundamentais para a recuperação. Psicólogos especializados auxiliam no processamento das experiências traumáticas, desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, reconstrução da autoestima e fortalecimento de habilidades sociais. A terapia oferece espaço seguro onde sentimentos de raiva, tristeza, vergonha e medo podem ser expressos e elaborados. Estratégias preventivas cotidianas A prevenção mais eficaz acontece nas pequenas ações diárias. Em casa, pais podem promover conversas sobre respeito às diferenças, discutir situações hipotéticas e ensinar formas construtivas de resolver conflitos. Monitorar o uso de tecnologias, orientando sobre comportamento seguro e respeitoso online, previne o cyberbullying. Estabelecer rotinas de diálogo, em que todos compartilham como foi o dia, cria hábito de comunicação aberta. Na escola, professores podem incorporar temas relacionados à convivência, empatia e respeito nas atividades pedagógicas cotidianas. Rodas de conversa, trabalhos em grupo que valorizem a cooperação, projetos que celebrem a diversidade e momentos de reflexão sobre as relações entre os estudantes constroem cultura de paz. A presença atenta de educadores nos intervalos, corredores e momentos de recreação inibe agressões e permite identificar situações problemáticas. Criar canais de denúncia seguros e confidenciais, onde vítimas e testemunhas possam relatar situações de violência sem medo de retaliação, fortalece a rede de proteção. Caixas de sugestões, formulários online anônimos ou conversas reservadas com profissionais de confiança oferecem alternativas para quem não consegue falar abertamente. Consequências do bullying e importância da intervenção precoce O bullying compromete múltiplas dimensões do desenvolvimento. No aspecto emocional, gera baixa autoestima, ansiedade, depressão e, em casos extremos, pensamentos suicidas. No plano acadêmico, reduz a concentração, diminui a motivação para estudar e provoca queda no rendimento escolar. No desenvolvimento social, dificulta a formação de vínculos de confiança e pode gerar comportamento defensivo nas relações. Quando não tratados, os danos acompanham a pessoa por décadas. Adultos que foram vítimas na infância frequentemente relatam dificuldades de autoafirmação, insegurança em contextos sociais e problemas de saúde mental crônicos. A intervenção precoce, combinando acolhimento familiar, suporte escolar e acompanhamento profissional quando necessário, minimiza essas consequências e oferece à vítima condições de se recuperar plenamente. Responsabilização e educação dos agressores Lidar com os agressores requer equilíbrio entre consequências claras pelas ações e oportunidades de reflexão e mudança. Punições severas sem processo educativo podem agravar comportamentos violentos ou criar ressentimento. O ideal é combinar responsabilização com desenvolvimento de empatia, compreensão do sofrimento causado à vítima e reparação do dano. Para saber mais sobre bullying, visite https://www.tuasaude.com/o-que-e-bullying/ e https://vidasaudavel.einstein.br/como-identificar-e-ajudar-uma-vitima-de-bullying-ou-cyberbullying/
30 de janeiro, 2026
ENEM e SISU: informação para decidir com segurança
O ENEM é, para muitos estudantes, o primeiro grande desafio acadêmico fora da escola. Ele marca a transição para novas responsabilidades e escolhas. No Colégio Alternativo, o olhar para o ENEM vai além da prova: envolve reflexão, estratégia e autonomia. Com o ENEM 2025 mantendo seu modelo consolidado e o ENEM 2026 trazendo expectativas de continuidade, entender o funcionamento do exame é o primeiro passo para usá-lo a favor do próprio projeto de vida. O perfil do ENEM e o que ele espera do estudante O ENEM exige postura ativa. As questões pedem análise, comparação de informações e tomada de decisão. Não basta reconhecer fórmulas ou conceitos; é preciso entender como eles se aplicam a situações reais. A prova dialoga com o cotidiano, com temas sociais, científicos e culturais. Isso torna o estudo mais significativo, mas também exige atenção redobrada à leitura e à interpretação. No ENEM 2025, esse perfil ficou claro. Para o ENEM 2026, a expectativa é de aprofundamento dessa abordagem, reforçando a importância de uma formação crítica e interdisciplinar. Administração do tempo e leitura estratégica Uma boa estratégia durante a prova faz toda a diferença. Ler o comando da questão antes do texto, identificar palavras-chave e eliminar alternativas incoerentes são práticas que ajudam a ganhar tempo e precisão. A redação continua sendo decisiva. Um texto bem estruturado, com argumentos claros e uma proposta de intervenção consistente, pode elevar significativamente a nota final. Treinar a escrita com regularidade é essencial. Para quem já pensa no próximo ano, criar o hábito de leitura e escrita desde agora facilita muito a preparação para o ENEM 2026. SISU: escolhas conscientes e acompanhamento constante O SISU permite que o estudante utilize sua nota do ENEM para concorrer a vagas em universidades públicas. O sistema funciona por meio de notas de corte, que variam diariamente durante o período de inscrição. A possibilidade de alterar as escolhas exige atenção constante. Mais do que agir por impulso, é importante analisar dados, refletir sobre prioridades e considerar diferentes cenários. A lista de espera é uma etapa que não deve ser ignorada, pois muitos candidatos conseguem a vaga após a chamada regular. A nota do ENEM como ferramenta de oportunidades O ENEM não se limita ao SISU. Ele também é usado no PROUNI, no FIES e em processos seletivos próprios de faculdades privadas. Em alguns casos, a nota garante bolsas, descontos ou ingresso direto. Para os estudantes do Colégio Alternativo, isso significa autonomia para escolher o caminho que mais combina com seus objetivos. O ENEM deixa de ser apenas uma prova e passa a ser um instrumento de acesso, crescimento e transformação.
28 de janeiro, 2026
Família e escola juntas no desenvolvimento da escrita
O domínio da escrita correta é competência essencial para o sucesso acadêmico e a inserção social plena. No contexto atual, em que a comunicação digital ocupa espaço crescente no cotidiano de crianças e adolescentes, família e escola precisam atuar em conjunto para garantir que os jovens desenvolvam capacidade de transitar entre diferentes registros linguísticos. Abreviações típicas do internetês, como "vc" para "você" ou "pq" para "porque", são práticas comuns nas redes sociais, mas não devem substituir o conhecimento da norma padrão exigida em contextos formais. A popularização de aplicativos de mensagens e redes sociais trouxe nova forma de comunicação marcada pela rapidez e pela informalidade. Crianças em fase de alfabetização e adolescentes em processo de letramento ficam expostos diariamente a palavras escritas de forma abreviada ou com supressão de acentos e pontuação. Essa exposição constante pode interferir na memória visual da grafia correta, criando confusões sobre a forma adequada de escrever. Professores relatam casos de estudantes que inserem expressões típicas da linguagem digital em redações escolares, demonstrando dificuldade em separar contextos de uso. Quando não conseguem distinguir entre escrita informal para conversar com amigos e escrita formal para atividades acadêmicas, comprometem seu desempenho em avaliações e sua capacidade de construir textos claros e adequados. "A questão não é demonizar a linguagem digital, mas ensinar os estudantes a reconhecerem quando cada registro linguístico é apropriado", explica Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Desenvolver essa consciência de adequação é fundamental para que os jovens transitem com segurança entre diferentes situações comunicativas. Leitura como base da escrita Crianças e adolescentes que têm contato regular com textos variados desenvolvem repertório linguístico mais amplo e fixam visualmente a grafia correta das palavras. Ler livros, jornais, revistas, quadrinhos e textos informativos apresenta aos jovens diferentes estruturas textuais, vocabulário diversificado e exemplos práticos de como a língua funciona em seus diversos registros. Famílias que cultivam o hábito da leitura em casa criam ambiente favorável ao desenvolvimento da escrita. Ter livros acessíveis, frequentar bibliotecas, presentear com obras literárias e reservar momentos para leitura compartilhada são práticas que demonstram valor atribuído à palavra escrita. Quando pais leem regularmente, transmitem aos filhos mensagem de que ler é atividade prazerosa e importante. Na escola, trabalhar com gêneros textuais variados amplia a compreensão dos estudantes sobre as múltiplas funções da escrita. Contos, poemas, notícias, artigos de opinião, receitas, instruções e cartas apresentam estruturas diferentes e exigem adequações linguísticas específicas. Essa diversidade ensina que não existe uma única forma de escrever, mas sim usos apropriados para cada situação. Importância da escrita manual Escrever à mão contribui para desenvolvimento cognitivo de forma única. O ato de formar letras manualmente ativa áreas cerebrais relacionadas à memória, concentração e coordenação motora fina. Estudos demonstram que estudantes que escrevem à mão tendem a reter melhor as informações do que aqueles que apenas digitam. A dependência exclusiva da digitação pode prejudicar esse desenvolvimento. Embora teclados e telas sejam ferramentas importantes, não substituem completamente os benefícios da escrita manual. Incentivar que crianças mantenham cadernos, diários, produzam cartas, escrevam listas e façam anotações à mão fortalece conexões neurais importantes para o aprendizado. Famílias podem estimular a escrita manual de maneiras simples no cotidiano. Pedir que a criança escreva a lista de compras, anote recados, registre acontecimentos do dia ou crie histórias em um caderno especial são atividades que tornam a prática natural e prazerosa. Consciência sobre gêneros textuais e contextos Ensinar estudantes a reconhecer diferenças entre uma mensagem no WhatsApp, um e-mail formal, uma redação escolar e uma notícia jornalística desenvolve capacidade de adequação linguística. Cada situação comunicativa exige registro específico, e saber transitar entre eles é habilidade fundamental. Em casa, pais podem aproveitar situações cotidianas para trabalhar essa consciência. Ao escrever um e-mail para a escola, podem mostrar à criança como a linguagem formal difere daquela usada para conversar com amigos. Ao ler notícias juntos, podem apontar características da linguagem jornalística. Essas pequenas intervenções constroem gradualmente compreensão sobre adequação. "Quando trabalhamos a escrita de forma contextualizada, mostrando sua função social em diferentes situações, os estudantes compreendem que dominar a norma culta amplia suas possibilidades de comunicação", destaca Cleunice Fernandes. Na escola, atividades que comparam diferentes registros linguísticos ajudam a tornar explícitas as diferenças. Transformar uma conversa de WhatsApp em texto formal, ou vice-versa, exercita a capacidade de adequação e demonstra concretamente as mudanças necessárias em cada contexto. Revisão e autocorreção Desenvolver o hábito de reler e revisar textos próprios é estratégia poderosa para aprimorar a escrita. Quando estudantes revisam suas produções, identificam erros, percebem inconsistências e desenvolvem olhar crítico sobre o próprio trabalho. Essa prática fortalece autonomia e consciência linguística. Famílias podem incentivar esse hábito pedindo que crianças releiam suas produções escolares antes de entregar, ou que revisem mensagens importantes antes de enviar. Criar ambiente onde erros são vistos como oportunidades de aprendizado, não como fracassos, encoraja tentativas e favorece desenvolvimento. Ferramentas digitais como corretores ortográficos podem ser aliadas quando usadas de forma consciente. Ao invés de simplesmente aceitar sugestões automáticas, estudantes devem ser incentivados a compreender por que determinada grafia está incorreta e qual é a forma adequada. Diálogo e valorização da expressão Crianças que crescem em ambientes onde conversas são valorizadas desenvolvem maior facilidade para organizar ideias e expressá-las por escrito. Diálogos sobre acontecimentos do dia, discussões sobre temas variados, momentos para ouvir histórias e experiências da criança fortalecem habilidades linguísticas que se refletem na escrita. Pais que fazem perguntas abertas, estimulam narrativas e valorizam opiniões dos filhos contribuem para desenvolvimento da capacidade argumentativa e da organização lógica do pensamento. Essas competências são fundamentais para produção de textos coerentes e bem estruturados. Incentivar que crianças contem histórias, descrevam situações, expliquem processos ou defendam pontos de vista oralmente prepara terreno para que façam o mesmo na escrita. A oralidade bem desenvolvida facilita a transição para a expressão escrita. Equilíbrio no uso de tecnologia Estabelecer limites para uso de dispositivos eletrônicos cria espaço para atividades que favorecem a escrita. Tempo excessivo em telas reduz oportunidades para leitura, escrita manual, conversas significativas e brincadeiras criativas que estimulam linguagem. Famílias podem definir horários específicos para uso de celulares e computadores, garantindo que crianças tenham tempo para outras atividades. Criar zonas livres de tecnologia, como durante refeições ou antes de dormir, favorece interações presenciais e momentos de leitura. Quando a tecnologia é utilizada, pode ser direcionada para atividades que apoiam o desenvolvimento da escrita. Aplicativos educativos, jogos de palavras, plataformas de leitura digital e ferramentas de produção textual podem complementar o aprendizado quando usados com orientação adequada. Exemplo e incentivo constante Crianças aprendem observando adultos. Pais que leem, escrevem, valorizam a comunicação clara e demonstram cuidado com a linguagem transmitem esses valores aos filhos. O exemplo cotidiano é forma poderosa de educação que complementa orientações verbais. Celebrar progressos, por menores que sejam, fortalece motivação. Reconhecer quando a criança usa corretamente uma palavra difícil, parabenizar pela organização de um texto ou valorizar o esforço em uma redação constrói autoconfiança e incentiva continuidade. Criar oportunidades para que a escrita tenha função real na vida da criança torna o aprendizado significativo. Escrever convites para festas, bilhetes para familiares, histórias para apresentar a amigos ou textos para publicar em blogs familiares mostra que escrever tem propósito além das atividades escolares. Construindo escritores competentes O desenvolvimento da escrita correta exige parceria consistente entre família e escola. Quando ambas compartilham responsabilidades e trabalham de forma complementar, crianças e adolescentes recebem suporte amplo que favorece aprendizado sólido. Equilibrar respeito pela linguagem digital com valorização da norma culta prepara jovens para transitarem com segurança entre diferentes contextos comunicativos, competência essencial para sucesso acadêmico, profissional e exercício pleno da cidadania. Para saber mais sobre escrita, visite https://folhaextra.com/noticia/31984/especialista-alerta-que-uso-frequente-da-internet-esta-prejudicando-a-escrita-de-criancas-e-adolescentes e https://dialogando.com.br/educacao/internetes-as-delicias-e-desafios-da-escrita-das-redes-sociais-na-educacao/
26 de janeiro, 2026