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Cidadania na escola: como integrar no dia a dia
A cidadania começa a ser construída nas situações mais comuns da infância: esperar a vez, respeitar combinados, cuidar de espaços coletivos, ouvir o colega e entender que as próprias atitudes afetam outras pessoas. Na escola, esse aprendizado ganha força quando faz parte da rotina e aparece de forma concreta nas relações, nas regras de convivência e nas atividades diárias. A orientação está alinhada ao briefing e ao material de referência enviados pelo usuário. Na infância, o ensino de cidadania não depende de explicações abstratas. Ele ocorre quando a criança percebe, por exemplo, que dividir materiais, preservar a sala, respeitar diferenças e cumprir combinados ajuda o grupo a funcionar melhor. Esse processo também envolve entender que direitos e deveres caminham juntos desde cedo. No ambiente escolar, isso aparece em situações simples: no momento da brincadeira, na organização da fila, no uso dos espaços comuns e na forma de resolver divergências. Quando essas experiências são acompanhadas por adultos e tratadas com clareza, a criança passa a compreender que conviver bem exige atenção ao outro, responsabilidade e limites. Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT), destaca que a formação cidadã precisa estar presente em ações cotidianas, e não apenas em datas ou projetos isolados. “A criança aprende cidadania quando entende, na prática, que faz parte de um grupo, que suas atitudes têm consequências e que o respeito ao outro precisa aparecer nas pequenas ações do dia a dia”, afirma. Regras claras ajudam na formação social Um dos caminhos mais eficazes para integrar cidadania à rotina é trabalhar regras de convivência com sentido prático. A criança tende a responder melhor quando percebe por que uma norma existe e de que forma ela protege o bem-estar coletivo. Isso vale para hábitos como guardar brinquedos depois do uso, cuidar do material compartilhado, não interromper a fala do colega e evitar atitudes que prejudiquem o grupo. Quando essas orientações são reforçadas com constância, deixam de ser apenas exigências disciplinares e passam a funcionar como parte da educação para a vida em comunidade. Também é importante que os adultos expliquem o impacto dos comportamentos. Em vez de apenas corrigir, faz diferença mostrar o que determinada atitude provocou e como ela poderia ter sido diferente. Esse tipo de mediação contribui para que a criança desenvolva noções de responsabilidade, reparação e respeito. Participação e escuta fazem diferença A cidadania na escola também se fortalece quando a criança participa de decisões compatíveis com sua faixa etária. Isso pode ocorrer na construção de combinados da turma, na escolha de atividades em grupo ou na organização de tarefas coletivas. Nessas situações, ela aprende que sua opinião tem valor, mas que a convivência exige negociação e escuta. Esse aprendizado é importante porque aproxima a criança de práticas ligadas à vida em sociedade, como diálogo, cooperação e respeito a diferentes pontos de vista. Em vez de uma relação centrada apenas em ordens e respostas, o cotidiano escolar passa a incluir momentos em que a criança observa que regras e decisões também dependem de participação. Segundo Cleunice Fernandes, esse tipo de prática favorece o desenvolvimento de atitudes mais responsáveis. “Quando a criança participa de combinados e entende o motivo das regras, ela tende a agir com mais consciência e a perceber que conviver bem depende do compromisso de todos”, observa. Respeito às diferenças precisa aparecer no cotidiano Outro ponto central é a forma como a escola trabalha a diversidade. A cidadania exige que a criança aprenda, desde cedo, a conviver com pessoas que têm histórias, características, opiniões e contextos diferentes dos seus. Esse processo precisa ser tratado com naturalidade e firmeza, especialmente diante de apelidos, exclusões e comentários ofensivos. A mediação dos adultos é decisiva nesses casos. Situações de conflito, brincadeiras que humilham ou dificuldades de convivência não devem ser tratadas como algo menor. Elas indicam oportunidades de orientar sobre respeito, limites e responsabilidade nas relações. O mesmo vale para a comunicação. Ensinar a criança a falar com clareza, ouvir o outro, discordar sem agressividade e reconhecer quando passou do limite faz parte da formação cidadã. São habilidades que interferem diretamente no ambiente escolar e no processo de aprendizagem. Família e escola precisam atuar na mesma direção A integração da cidadania na rotina das crianças tende a ser mais consistente quando escola e família trabalham em sintonia. A criança aprende com o que ouve, mas principalmente com o que observa. Por isso, valores como respeito, responsabilidade, cuidado com espaços públicos e atenção ao outro precisam aparecer também fora da escola. Conversas sobre acontecimentos do dia, orientação diante de conflitos entre colegas e exemplos de convivência respeitosa ajudam a reforçar esse aprendizado. Quando os adultos mantêm mensagens coerentes, a criança compreende com mais clareza o que se espera dela nos diferentes ambientes em que circula. Na prática, a cidadania na infância se constrói em experiências repetidas e bem conduzidas. Ela aparece na forma de usar a palavra, de lidar com frustrações, de respeitar diferenças, de cuidar do que é coletivo e de assumir responsabilidade pelos próprios atos. É esse conjunto de vivências, incorporado à rotina, que ajuda a formar crianças mais preparadas para viver em grupo. Para saber mais sobre cidadania, visite https://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/etica_escola.htm#google_vignette e https://blog.girassolbrasil.com.br/guia-etica-e-cidadania-para-criancas/
11 de abril, 2026
Inteligência Artificial e o futuro do mercado de trabalho
Os alunos dos 3º anos do Ensino Médio participaram da palestra “Inteligência Artificial – O Futuro Começou”, realizada dentro do Projeto Profissões. Para abordar o tema, foi convidado o professor, coordenador, mestre e doutor em Computação, Jean Zahn. Coordenado pela orientadora pedagógica Nathália Rezende, o objetivo do Colégio Alternativo foi oferecer aos estudantes motivação e preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O encontro ocorreu de forma acolhedora, reforçando a autoestima e a segurança emocional dos alunos. Mercado de trabalho em transformação Durante a palestra, o professor trouxe reflexões importantes sobre o avanço da tecnologia e esclareceu um dos mitos mais comuns sobre o tema: a ideia de que a inteligência artificial substituirá os seres humanos. Segundo o docente, as tendências apontam para um mercado em expansão nessa área, principalmente para aqueles que dominam a tecnologia. Por outro lado, profissionais que não acompanharem essas transformações podem ficar para trás. Ao longo do encontro, os estudantes conheceram os impactos da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho e perceberam como a tecnologia está presente em diversas áreas do cotidiano. “Foi um momento enriquecedor e provocativo para os alunos. Eles perceberam que é necessário estar preparado e atualizado para um bom desenvolvimento profissional”, afirmou a orientadora pedagógica Nathália Rezende. Projeto Profissões amplia horizontes Durante o Ensino Médio, é comum que adolescentes sejam questionados sobre qual curso pretendem seguir na universidade. Para alguns, a resposta vem com facilidade; para outros, a dúvida prevalece. Com o objetivo de auxiliar os estudantes nesse processo, o Colégio Alternativo oferece o Projeto Profissões. A iniciativa busca aproximar os alunos da realidade das carreiras, permitindo maior compreensão sobre diferentes áreas de atuação. Ter contato com profissionais e conhecer as diferentes rotinas de trabalho contribui para decisões mais conscientes e alinhadas às expectativas de cada estudante. Construção da vocação profissional É nessa fase que o adolescente começa a identificar habilidades, interesses e possibilidades de carreira. A vocação profissional, no entanto, não precisa ser definida de imediato; trata-se de um processo gradual. Gostar de uma disciplina ou admirar uma profissão pode ser um indicativo, mas não é suficiente para uma escolha definitiva. Ao longo do tempo, o estudante amplia seu repertório, reconhece afinidades e desenvolve competências por meio de experiências escolares e pessoais. A decisão tende a se tornar mais consistente quando o jovem consegue relacionar interesses, aptidões, valores pessoais e perspectivas de futuro. Por isso, a escolha profissional não deve ser tratada como um processo definitivo e imutável. Papel da escola e novos caminhos A escola desempenha papel fundamental nesse percurso, já que o estudante vivencia diferentes experiências que ajudam a identificar áreas de maior afinidade. O desempenho escolar pode oferecer pistas, mas não deve ser o único critério. Participações em atividades como seminários, pesquisas e trabalhos em grupo também contribuem para esse processo. Muitos alunos se destacam ao argumentar, organizar tarefas, resolver problemas práticos ou trabalhar em equipe. Quando a escola integra essa discussão ao cotidiano — como ocorre no Colégio Alternativo, por meio do Projeto Profissões —, o estudante consegue observar suas características com mais clareza. Outras estratégias pedagógicas incluem debates sobre projeto de vida, pesquisas sobre áreas de atuação e atividades interdisciplinares que aproximam o conteúdo escolar de situações reais. Escolhas em um mundo em mudança Muitos estudantes ainda baseiam suas escolhas em referências limitadas, como experiências familiares, escolares ou conteúdos das redes sociais. Por isso, ampliar o contato com diferentes profissões é essencial. Pesquisar áreas de atuação, conhecer rotinas de trabalho, participar de feiras e conversar com profissionais são atitudes que contribuem para uma escolha mais informada. Diante de um mercado de trabalho em constante transformação — com o surgimento de novas ocupações e a valorização de competências digitais, analíticas e socioemocionais —, a vocação profissional deve ser compreendida como a capacidade de construir uma trajetória flexível. Na prática, isso significa que a escolha da carreira não precisa ser definitiva. O mais importante, na adolescência, é reunir informações, compreender melhor as próprias características e tomar decisões com maior clareza. Quando família e escola atuam juntas, oferecendo escuta, orientação e repertório, a vocação profissional deixa de ser uma ideia abstrata e passa a orientar escolhas mais conscientes.
10 de abril, 2026
Alunos iniciam maratona de preparação para vestibulares e Enem
As turmas do 2º e 3º anos do Ensino Médio do Colégio Alternativo participaram, no primeiro sábado de março, do 1º Aulão 2026. Sob o comando da professora Marília Spingolon, os alunos iniciaram as atividades preparatórias voltadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e aos principais vestibulares do país. O tema trabalhado foi a área de Linguagens. De forma dinâmica e aprofundada, os estudantes realizaram análises e interpretações textuais, seguidas de discussões coletivas. O objetivo foi fortalecer a leitura crítica e a compreensão de textos em diferentes contextos. Preparação Durante duas horas, os alunos foram convidados a analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens. Uma das atividades relacionou diferentes textos ao cotidiano de cada estudante, com o propósito de ampliar o pensamento crítico diante das diversas formas de comunicação. Trabalhar a interpretação de textos contribui diretamente para o desenvolvimento do raciocínio. Os jovens também aprendem a questionar informações, analisar diferentes pontos de vista e construir opiniões fundamentadas, tornando-se leitores mais ativos e participativos. Saiba mais sobre a importância da interpretação de textos acessando: https://blog.colegioalternativo.com.br/post/postagem/96 Aulões Os aulões do Colégio Alternativo reforçam o compromisso da escola em oferecer momentos estratégicos de aprofundamento acadêmico, estimulando a interpretação e o domínio das competências exigidas nos principais processos avaliativos do país. Essas atividades acontecem ao longo de todo o ano e são oportunidades para os alunos fazerem revisões intensivas dos conteúdos ministrados em sala de aula. As aulas são conduzidas por professores experientes, que possuem um olhar voltado à aprovação dos estudantes nas provas mais concorridas. Os conteúdos trazem temas atuais sobre o Brasil e o mundo, complementados com dicas práticas e estratégias de resolução de prova.
07 de abril, 2026
Como a liderança é desenvolvida pelos professores
A liderança começa a ser construída em situações comuns da vida escolar, como trabalhos em grupo, debates, resolução de conflitos e participação em projetos. Nesse processo, os professores têm papel central, porque ajudam os estudantes a desenvolver iniciativa, responsabilidade, comunicação e capacidade de trabalhar com outras pessoas. Quando essa competência é estimulada desde cedo, ela contribui para a formação acadêmica, social e profissional dos alunos. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, liderança não está ligada apenas a cargos de comando ou à habilidade de falar com segurança diante de um grupo. Na escola, ela aparece em atitudes como organizar uma tarefa coletiva, ouvir colegas, propor soluções, mediar divergências e assumir compromissos. São comportamentos que podem ser ensinados, observados e aperfeiçoados ao longo da trajetória escolar. Liderança se desenvolve no cotidiano da sala de aula O desenvolvimento da liderança não depende apenas de atividades formais. Em muitos casos, ele ocorre na rotina, quando o professor cria situações em que os alunos precisam participar, decidir e cooperar. Um trabalho em equipe, por exemplo, exige divisão de funções, escuta, negociação e cumprimento de prazos. Nessas experiências, os estudantes aprendem que liderar também envolve saber organizar, apoiar e manter o grupo focado. Esse processo fica mais consistente quando o professor observa perfis diferentes e amplia as oportunidades de participação. Nem todo aluno demonstra liderança da mesma forma. Alguns se destacam na comunicação oral. Outros mostram essa competência na organização, na responsabilidade ou na capacidade de acolher colegas e ajudar a resolver problemas. O olhar do educador é importante justamente para identificar esses sinais e estimular o potencial de cada estudante. Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT), observa que a liderança escolar precisa ser entendida como uma construção gradual. “O professor ajuda o aluno a perceber que liderar não significa mandar, mas saber colaborar, se posicionar com respeito e assumir responsabilidades diante de uma tarefa ou de um grupo”, afirma. O exemplo do professor também ensina Além de orientar atividades, o professor também ensina pelo exemplo. A forma como conduz a turma, escuta os estudantes, organiza combinados e lida com divergências transmite referências concretas sobre convivência, respeito e responsabilidade. Em outras palavras, os alunos observam não apenas o que o educador ensina, mas como ele age. Quando o ambiente escolar valoriza diálogo, escuta e clareza nas relações, os estudantes passam a entender que liderança está ligada à capacidade de mobilizar pessoas sem autoritarismo. Isso é importante porque ajuda a desfazer uma ideia equivocada muito comum: a de que o líder é sempre quem fala mais alto ou impõe sua vontade. Na prática, a liderança mais efetiva costuma estar associada à capacidade de reunir pessoas em torno de objetivos comuns, respeitando diferenças e organizando esforços coletivos. Esse aprendizado também fortalece habilidades socioemocionais valorizadas dentro e fora da escola. Comunicação, empatia, tomada de decisão, flexibilidade e controle emocional são competências exigidas em diferentes contextos e fazem diferença tanto no desempenho escolar quanto na preparação para o futuro profissional. Como o professor estimula autonomia e responsabilidade Um dos caminhos mais importantes para desenvolver liderança é incentivar autonomia. Isso ocorre quando o professor propõe desafios adequados à faixa etária, dá espaço para que os alunos façam escolhas e orienta sem centralizar todas as decisões. Em vez de oferecer respostas prontas o tempo todo, o educador pode estimular perguntas, pedir justificativas, provocar reflexão e mostrar que cada decisão tem consequências. Esse tipo de prática favorece o senso de responsabilidade. O aluno entende que sua participação interfere no resultado do grupo e que seu comportamento tem impacto sobre os colegas. Aos poucos, ele aprende a planejar melhor, cumprir tarefas e lidar com imprevistos. São elementos essenciais para qualquer experiência de liderança. Também é papel do professor oferecer devolutivas claras sobre esse processo. O aluno precisa saber em que avançou e o que ainda precisa desenvolver. Esse retorno não deve se limitar ao conteúdo acadêmico. Comentários sobre postura, cooperação, iniciativa e capacidade de escuta ajudam o estudante a reconhecer suas próprias características e a compreender como pode evoluir. Projetos, debates e atividades coletivas ampliam esse aprendizado Projetos interdisciplinares, apresentações, debates, ações esportivas e atividades culturais costumam ampliar as oportunidades de liderança porque exigem planejamento e atuação conjunta. Nessas situações, os professores podem distribuir responsabilidades, estimular a participação de perfis diversos e evitar que sempre os mesmos alunos assumam a condução das tarefas. Esse cuidado é relevante porque a liderança também se aprende na prática. Um estudante tímido pode desenvolver segurança ao coordenar uma etapa de um projeto. Outro, mais expansivo, pode precisar aprender a ouvir melhor e dividir espaço. O professor, ao acompanhar essas dinâmicas, ajuda a equilibrar o grupo e a transformar cada experiência em aprendizado. Segundo Cleunice Fernandes, esse acompanhamento exige atenção às relações que se formam no cotidiano escolar. “Quando o professor orienta a participação, valoriza diferentes habilidades e mostra a importância do compromisso com o grupo, ele contribui diretamente para a formação de alunos mais conscientes e preparados”, destaca. Família e escola precisam observar os mesmos sinais A liderança desenvolvida na escola tende a ganhar força quando a família também reconhece esse processo. Isso não significa cobrar que o estudante assuma posição de destaque o tempo todo, mas observar comportamentos como iniciativa, organização, senso de responsabilidade, capacidade de argumentar e disposição para colaborar. Esses sinais podem aparecer em tarefas escolares, em atividades extracurriculares e até nas relações em casa. O mais importante é entender que liderança não deve ser confundida com competitividade excessiva ou necessidade de controle. Quando um aluno interrompe colegas, centraliza decisões ou rejeita opiniões diferentes, o adulto precisa orientar. O desenvolvimento saudável dessa competência depende de equilíbrio entre iniciativa, escuta, responsabilidade e respeito. Por isso, o trabalho dos professores é tão importante. São eles que, no contato diário com a turma, conseguem transformar situações comuns da rotina escolar em oportunidades concretas de aprendizagem. Ao incentivar participação, diálogo e responsabilidade, ajudam os alunos a construir uma liderança mais colaborativa, útil para a convivência, para os estudos e para os desafios que surgirão ao longo da vida. Para saber mais sobre liderança, visite https://www.fadc.org.br/noticias/futuro-profissional e https://www.cieepr.org.br/blog/lideranca-juvenil-como-os-jovens-podem-desenvolver-essa-habilidade/
03 de abril, 2026
Alimentação e foco escolar: qual é a relação?
A alimentação interfere diretamente na concentração, no ritmo de aprendizagem e no desempenho dos alunos ao longo do dia. Quando a criança ou o adolescente passa muitas horas em jejum, consome excesso de ultraprocessados ou se hidrata pouco, a tendência é haver mais oscilação de energia, cansaço, irritação e dificuldade para manter o foco nas atividades escolares. O efeito aparece no cotidiano com bastante clareza. Alunos que chegam à escola sem café da manhã ou que substituem refeições por produtos muito açucarados podem apresentar mais lentidão nas primeiras aulas, queda de atenção no meio do período e menor disposição para tarefas que exigem memória, leitura e raciocínio. Isso ocorre porque o cérebro depende de energia e de nutrientes para funcionar de forma adequada. O que o cérebro precisa para manter a atenção Embora represente uma parte pequena do peso corporal, o cérebro consome grande quantidade de energia. Na infância e na adolescência, quando o desenvolvimento cerebral ainda está em curso, essa demanda ganha ainda mais importância. Por isso, a qualidade da alimentação ajuda a explicar parte do rendimento escolar e da capacidade de concentração. Carboidratos complexos, presentes em alimentos como frutas, cereais integrais, legumes e pães menos refinados, ajudam a liberar energia de forma mais estável. Já proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais participam de processos ligados à memória, ao estado de alerta e ao funcionamento do sistema nervoso. Nutrientes como ferro, zinco e vitaminas do complexo B, por exemplo, têm papel relevante nesse processo. Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, em Sinop (MT), observa que a relação entre alimentação e aprendizagem costuma ser percebida na rotina escolar: “Quando a alimentação é desorganizada, isso muitas vezes aparece na atenção, no humor e até na disposição para acompanhar as aulas”. A hidratação também merece atenção. Mesmo quadros leves de desidratação podem favorecer dor de cabeça, fadiga e dificuldade de foco. Em muitas situações, a queda de rendimento não está ligada apenas ao conteúdo escolar ou ao cansaço acumulado, mas também a um padrão alimentar pouco adequado para sustentar a rotina de estudos. Café da manhã e lanches fazem diferença Um dos pontos mais citados por especialistas quando o assunto é concentração é o café da manhã. Depois de horas de jejum durante a noite, o organismo precisa de energia para iniciar as atividades do dia. Quando essa refeição é ignorada, a chance de haver oscilação de atenção nas primeiras horas de aula tende a aumentar. Isso não significa que exista uma fórmula única, mas sim que vale priorizar combinações que ofereçam energia e saciedade. Frutas, cereais, pães, leite, iogurte, ovos e outras fontes simples de proteína costumam ajudar mais do que alimentos com muito açúcar e baixo valor nutricional. Ao longo do período escolar, lanches equilibrados também contribuem para evitar quedas bruscas de energia. O problema mais comum está no consumo frequente de refrigerantes, doces, salgadinhos e outros ultraprocessados. Esses produtos podem até gerar sensação rápida de disposição, mas costumam ser seguidos por sonolência, irritação ou dificuldade de manter o ritmo. Entre adolescentes, bebidas energéticas também exigem cuidado, porque podem afetar o sono, aumentar a ansiedade e prejudicar a recuperação do organismo. Família e escola observam sinais no dia a dia A alimentação equilibrada não depende apenas de uma refeição específica, mas de uma rotina. Horários muito irregulares, longos períodos sem comer e excesso de produtos prontos dificultam a manutenção de energia estável durante o dia. Em crianças e adolescentes, isso pode se refletir em desatenção, impaciência, queixas físicas e menor constância nos estudos. Nesses casos, a observação de adultos faz diferença. Se o aluno apresenta queda de concentração recorrente, vale analisar não só sono, uso de telas e rotina de estudos, mas também como está a alimentação. O problema pode aparecer, por exemplo, quando a criança sai de casa sem comer, leva lanches pouco nutritivos ou passa boa parte da semana consumindo alimentos de baixa qualidade. “Família e escola conseguem identificar mudanças de comportamento que às vezes passam despercebidas na correria do dia a dia”, destaca Cleunice Fernandes. Segundo ela, esse olhar conjunto ajuda a perceber quando a alimentação precisa entrar na conversa de forma mais objetiva. A escola contribui nesse processo ao tratar o tema de forma educativa e ao reforçar hábitos saudáveis na rotina. A família, por sua vez, segue como principal referência na formação do comportamento alimentar, porque organiza compras, horários e exemplos dentro de casa. Como melhorar a rotina alimentar sem radicalismo Na prática, melhorar a alimentação dos alunos não depende de medidas extremas, e sim de ajustes consistentes. Ter refeições em horários mais previsíveis, oferecer água com frequência e facilitar o acesso a alimentos in natura ou minimamente processados já ajuda a organizar melhor a rotina. Outro ponto importante é reduzir a ideia de que alimentação saudável precisa ser complicada. Em muitos casos, o que favorece a concentração é o básico bem feito: não pular refeições, evitar excesso de açúcar, combinar diferentes grupos alimentares e não transformar ultraprocessados em base da rotina. Planejamento também ajuda. Quando frutas, iogurtes, sanduíches simples e outras opções práticas estão disponíveis, fica mais fácil evitar escolhas impulsivas. Também vale observar períodos de maior exigência, como semanas de prova. Nessas fases, refeições muito pesadas, jejum prolongado e consumo excessivo de estimulantes podem atrapalhar mais do que ajudar. O organismo tende a responder melhor quando recebe energia de forma regular e equilibrada. Quando a alimentação vira questão de aprendizagem A relação entre alimentação e concentração não deve ser tratada como detalhe. Ela faz parte das condições concretas que influenciam o aproveitamento escolar. Um aluno pode ter boa rotina de estudos e acompanhamento adequado, mas ainda assim enfrentar dificuldade de foco se a base da alimentação estiver desorganizada. Por isso, o tema precisa ser entendido como parte do cuidado com o desenvolvimento. Quando família e escola prestam atenção aos hábitos alimentares, fica mais fácil perceber sinais, ajustar rotinas e criar condições melhores para que crianças e adolescentes acompanhem as atividades com mais estabilidade, energia e atenção.Para saber mais sobre alimentação, visite https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/uniopet/opet-inovacao-em-rede/noticia/2025/03/03/tendencia-em-alta-como-a-alimentacao-saudavel-e-os-exercicios-estao-transformando-o-estilo-de-vida-dos-jovens.ghtml e https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/por-que-e-tao-importante-uma-alimentacao-adequada-e-saudavel-no-inicio-da-vida
01 de abril, 2026
Alunos do Colégio Anglo Alternativo constroem a Árvore da Paz
Os alunos do maternal (Educação Infantil) ao 5º ano (Ensino Fundamental I) participaram, em março, da construção coletiva da Árvore da Paz. A atividade integrou o projeto Cultura de Paz, realizado pelo Colégio Anglo Alternativo. A prática pedagógica foi liderada pelas coordenadoras Karina Christina, da Educação Infantil, e Nayane Negrão, do Ensino Fundamental. A proposta foi estimular, nos estudantes, valores como respeito, empatia e convivência saudável, por meio de reflexões sobre atitudes que contribuem para um ambiente escolar mais harmonioso e consciente. A Cultura de Paz preza por valores, atitudes e comportamentos baseados no respeito à vida, aos direitos humanos e à não violência. Para que essas ações aconteçam, entram em cena princípios que vêm por meio do diálogo, da cooperação e da mediação de conflitos, enfatizando uma convivência pacífica e sustentável. Árvore da Paz Na construção da Árvore da Paz do Colégio Anglo Alternativo, os pequenos da Educação Infantil tiveram suas mãos pintadas pelas professoras e, em seguida, “carimbadas” em papel. As marcas foram recortadas para simbolizar as folhas da Árvore da Paz, representando a participação e a identidade de cada criança na construção de um ambiente mais harmonioso. Os alunos do 1º ao 5º ano produziram círculos coloridos, nos quais escreveram frases e ações que promovem a paz no cotidiano escolar e na convivência em sociedade. Com a participação dos alunos e da equipe escolar, todos os elementos foram reunidos, e a árvore foi montada no pátio da escola, formando um painel coletivo cheio de significado. Após a montagem da Árvore da Paz, foi realizada uma roda de conversa com os alunos sobre atitudes que contribuem para relações mais respeitosas, empáticas e pacíficas dentro e fora da escola. Cultura de Paz Em tempos em que a sociedade se apresenta de forma tão conflituosa, recentemente marcada por guerras, a cultura de paz se faz necessária. Mas quando essa expressão foi ouvida pela primeira vez? O termo surgiu no final da década de 1980, durante a Conferência Internacional sobre a Paz na Mente dos Homens, realizada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A cultura de paz não é sinônimo de ausência de conflitos, mas isso não significa que o confronto deva ser alimentado. Pelo contrário, ela defende que é perfeitamente possível lidar, de forma pacífica, com ideias ou opiniões divergentes, permitindo que seus autores convivam de maneira respeitosa. Pilares da Cultura de Paz A Cultura de Paz está sustentada por seis pilares. São eles: • Respeito à vida: promover o respeito e a dignidade a todas as formas de vida, sem discriminação nem preconceito. • Rejeitar a violência: baseia-se na prática da não violência, repelindo-a em todas as suas formas (sexual, física, psicológica, econômica e social). • Ser generoso: refere-se ao compartilhamento de tempo e recursos materiais, promovendo a generosidade com o objetivo de eliminar a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica. • Ouvir para compreender: defende a liberdade de expressão e a diversidade cultural, priorizando a escuta e o diálogo. • Preservar o planeta: preza pelo consumo responsável e por um modelo de desenvolvimento que leve em consideração a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta. • Redescobrir a solidariedade: contribuir para o desenvolvimento das comunidades por meio da participação das mulheres e do respeito aos princípios democráticos. Como a escola pode incentivar a Cultura de Paz Fomentar a cultura de paz nas escolas é um tema recorrente no ambiente escolar. Nesse contexto, as instituições de ensino têm um papel fundamental para que esse conceito saia do papel, ultrapasse os muros dos colégios e alcance a sociedade. A principal premissa é o diálogo, que deve estar no centro das relações. A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) traz, em suas competências, ações que auxiliam nesse trabalho, como a comunicação, o autoconhecimento, o autocuidado, a empatia, a cooperação, a responsabilidade e a cidadania. Roda de conversa A roda de conversa é um instrumento importante e bastante eficaz para promover a cultura de paz. Amplamente utilizada pelas escolas, ela atua como uma prática restaurativa, na qual as partes envolvidas em um conflito são ouvidas logo após o ocorrido. Na conversa restaurativa, todos os participantes ocupam a mesma posição: falam e ouvem os argumentos que levaram cada um a tomar determinada atitude que provocou o conflito. O objetivo é que esse atrito seja ressignificado e resolvido de maneira pacífica e respeitosa. A prática permite que um se coloque no lugar do outro, sensibilizando tanto o agressor quanto a vítima e os demais participantes, se houver. Para 2030, a ONU (Organização das Nações Unidas), criou uma Agenda que prevê a promoção de uma sociedade pacífica e inclusiva, reduzindo todas as formas de violência. Vivenciar, na escola e fora dela, uma cultura de paz é uma forma de contribuir para o cumprimento dessa Agenda.
30 de março, 2026