Home

Junte-se a nós nesta jornada emocionante! Explore os artigos e acima de tudo, divirta-se enquanto descobrimos juntos o fascinante mundo Educacional.

Siga-nos

Newsletter

Blog - Colégio Alternativo

Lazer na adolescência: impactos no bem-estar

A rotina de estudantes do ensino médio frequentemente se resume a escola, cursos preparatórios, atividades extracurriculares e compromissos que ocupam praticamente todo o tempo disponível. Essa sobrecarga deixa pouco ou nenhum espaço para momentos de descontração, diversão e lazer. Pesquisas demonstram que a falta de tempo livre para atividades prazerosas compromete significativamente o bem-estar do adolescente, aumentando vulnerabilidade a problemas como ansiedade, estresse crônico, depressão e isolamento social. O lazer durante a adolescência não representa perda de tempo ou fuga de responsabilidades. Trata-se de necessidade básica para o desenvolvimento saudável, funcionando como válvula de escape para as intensas pressões emocionais e sociais características dessa fase. Jovens que têm oportunidades regulares de diversão, brincadeiras e atividades prazerosas desenvolvem melhor capacidade de lidar com frustrações, apresentam maior resiliência emocional e mantêm equilíbrio mais saudável entre corpo e mente. O cérebro adolescente e a necessidade de experiências prazerosas O desenvolvimento cerebral na adolescência ajuda a explicar por que o lazer é tão importante nessa etapa. O cérebro do adolescente ainda está em formação e apresenta alta sensibilidade à dopamina, neurotransmissor relacionado a recompensas e prazer. Essa característica faz com que novas experiências, desafios e atividades lúdicas despertem interesse intenso e se transformem em aprendizados sólidos. Quando adolescentes participam de jogos, atividades criativas ou experiências coletivas, ativam áreas cerebrais relacionadas à motivação, resolução de problemas, criatividade e desenvolvimento de resiliência. Essas atividades não oferecem apenas entretenimento superficial, mas contribuem para a formação de conexões neurais importantes que influenciarão a vida adulta. A privação de momentos de lazer interfere nesse processo de desenvolvimento. Adolescentes sobrecarregados com obrigações e sem tempo para relaxar tendem a apresentar sinais de esgotamento mental, dificuldade de concentração e menor capacidade de absorver novos conhecimentos. O cérebro precisa de intervalos e experiências prazerosas para processar informações e consolidar aprendizados. Manifestações da falta de lazer no comportamento A ausência de tempo livre se manifesta de diversas formas no comportamento adolescente. Irritabilidade excessiva, mudanças bruscas de humor, isolamento social, desinteresse por atividades que antes proporcionavam prazer e queixas frequentes de cansaço são sinais de que a rotina está desequilibrada. Quando jovens reclamam constantemente de estresse ou demonstram apatia mesmo em situações que deveriam ser agradáveis, é importante investigar se há tempo suficiente para descanso e diversão. "Recebemos muitos relatos de pais preocupados com filhos que parecem desanimados, sem energia para nada", comenta Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). "Quando investigamos a rotina, frequentemente descobrimos agendas lotadas sem nenhum espaço para lazer genuíno." Problemas de sono também aparecem com frequência. Adolescentes sem momentos de descontração ao longo do dia podem ter dificuldade para relaxar à noite, resultando em insônia ou sono de má qualidade. Esse ciclo prejudica ainda mais o bem-estar, já que a privação de sono agrava sintomas de ansiedade e compromete o desempenho escolar. O isolamento social representa outro sinal preocupante. Quando a rotina está tão cheia que não sobra tempo para encontrar amigos fora do contexto escolar, adolescentes perdem oportunidades importantes de desenvolver habilidades sociais, criar vínculos afetivos e experimentar pertencimento a grupos. Essas conexões são fundamentais para a saúde emocional nessa fase da vida. Equilíbrio entre responsabilidades e tempo livre A pressão por alto desempenho acadêmico, ingresso em universidades concorridas e preparação para o mercado de trabalho leva muitas famílias a lotarem a agenda dos filhos com atividades consideradas "produtivas". Cursos de idiomas, preparatórios, esportes competitivos e outras atividades extracurriculares se acumulam, deixando pouco ou nenhum tempo livre. Esse modelo ignora que o desenvolvimento saudável exige equilíbrio. Estudos são importantes e devem ser priorizados, mas não podem ocupar absolutamente todo o tempo disponível. Adolescentes precisam de momentos para simplesmente relaxar, fazer atividades pelo puro prazer que proporcionam e conviver com amigos e familiares sem a pressão de produzir resultados. A adultização precoce representa risco sério. Quando adolescentes são privados de vivências lúdicas apropriadas à idade e incentivados a assumir responsabilidades ou comportamentos típicos de adultos, perdem etapas importantes do desenvolvimento. Essa aceleração forçada pode gerar problemas de autoestima, dificuldades de socialização, distúrbios de atenção e aumentar o risco de depressão. Formas de lazer apropriadas para adolescentes O conceito de brincar na adolescência difere da infância, mas permanece igualmente importante. Jogos de tabuleiro e cartas estimulam planejamento, tomada de decisões e pensamento estratégico enquanto proporcionam diversão e socialização. Dinâmicas coletivas como mímicas, desafios criativos ou jogos improvisados trabalham expressão, espontaneidade e convivência em grupo. Atividades físicas e esportes praticados por prazer, sem a pressão de competições ou resultados, contribuem simultaneamente para saúde física e emocional. Dançar, andar de bicicleta, jogar futebol com amigos, praticar skate ou qualquer outra atividade que envolva movimento ajuda a liberar tensões acumuladas e produz endorfinas que melhoram o humor. Experiências artísticas como tocar instrumentos musicais, desenhar, escrever, fotografar ou criar conteúdo digital permitem expressão criativa e ajudam adolescentes a processar emoções complexas. Essas atividades oferecem canal saudável para sentimentos que podem ser difíceis de verbalizar. Momentos em família também são formas valiosas de lazer. Cozinhar juntos, assistir filmes, fazer passeios, organizar pequenas festas ou simplesmente conversar sem pressa fortalece vínculos afetivos e cria memórias importantes. A convivência familiar relaxada, sem cobranças ou críticas, proporciona segurança emocional fundamental nessa fase de tantas mudanças. Tecnologia e redes sociais no lazer adolescente As telas fazem parte incontornável da vida contemporânea e podem oferecer formas legítimas de lazer e socialização. Jogos online com amigos, assistir séries, consumir conteúdo em redes sociais ou participar de comunidades digitais são atividades que trazem prazer e conexão social para muitos adolescentes. O desafio está em evitar que o tempo de tela substitua completamente experiências presenciais e atividades que envolvam movimento físico, contato direto com pessoas ou vivências no mundo real. O equilíbrio pode ser construído através de regras claras sobre uso de dispositivos, incentivo a atividades ao ar livre e participação da família em propostas que envolvam criatividade e convivência. "Observamos que adolescentes que mantêm diversidade de atividades de lazer, incluindo mas não limitadas ao digital, apresentam melhor equilíbrio emocional", destaca a coordenadora geral do Colégio Alternativo. Limitar o tempo de tela especialmente antes de dormir ajuda a preservar a qualidade do sono. A luz azul emitida por dispositivos interfere na produção de melatonina, dificultando o adormecer. Estabelecer horários para desconectar e criar rituais de descanso que não envolvam telas contribui para melhor recuperação física e mental. Papel da escola e da família Instituições de ensino podem contribuir significativamente ao oferecer espaços e oportunidades para lazer saudável. Intervalos adequados entre aulas, atividades lúdicas integradas ao currículo, eventos culturais e esportivos, e ambientes que estimulem socialização ajudam a equilibrar as exigências acadêmicas com necessidades emocionais dos estudantes. As famílias têm papel fundamental em proteger o tempo livre dos filhos. Isso significa avaliar criticamente a quantidade de atividades extracurriculares, respeitar momentos de descanso, incentivar encontros com amigos e criar cultura familiar que valorize o lazer como componente essencial da saúde. Pais que modelam equilíbrio saudável entre trabalho e lazer em suas próprias vidas ensinam lições valiosas por exemplo. Conversar abertamente com adolescentes sobre como estão se sentindo em relação à rotina, se têm tempo suficiente para fazer coisas que gostam e se sentem sobrecarregados permite ajustes necessários. Jovens precisam saber que suas necessidades emocionais são válidas e que buscar equilíbrio não representa fraqueza ou falta de ambição. Para saber mais sobre adolescente, visite https://lunetas.com.br/atividades-para-fazer-na-adolescencia/ e https://blogs.oglobo.globo.com/mae-de-tween/post/pre-adolescentes-precisam-de-tempo-livre-para-brincar.html   


02 de fevereiro, 2026

Prevenção ao bullying: responsabilidade compartilhada

A prevenção ao bullying exige ações coordenadas entre família e escola, formando uma rede de proteção capaz de identificar, acolher e intervir diante de situações de violência sistemática. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes revelam que um em cada dez estudantes brasileiros já foi vítima de bullying, número que evidencia a urgência de estratégias preventivas eficazes. Essa forma de intimidação repetitiva e intencional causa danos profundos ao desenvolvimento emocional, acadêmico e social de crianças e adolescentes, exigindo vigilância constante e compromisso genuíno de todos os envolvidos na formação dos jovens. O bullying se diferencia de conflitos pontuais pela repetição das agressões, pela intencionalidade de causar sofrimento e pelo desequilíbrio de poder entre agressor e vítima. Enquanto desentendimentos isolados fazem parte do processo de socialização e podem ser resolvidos com mediação pontual, o bullying estabelece padrão de perseguição que mina a autoestima, gera medo constante e isola a vítima do grupo. Reconhecer essa distinção orienta intervenções adequadas e evita tanto a banalização quanto respostas desproporcionais. A escola como ambiente de proteção e formação ética A instituição escolar concentra grande parte dos casos de bullying justamente por ser espaço de convivência intensa entre crianças e adolescentes. Essa mesma característica a coloca como protagonista fundamental na prevenção. Criar cultura institucional de respeito, inclusão e valorização da diversidade reduz significativamente a incidência de violência. Programas de educação socioemocional ensinam os estudantes a reconhecer sentimentos, desenvolver empatia, resolver conflitos de forma construtiva e estabelecer relações saudáveis. Campanhas educativas permanentes mantêm o tema em evidência e demonstram que a escola não tolera práticas violentas. Palestras, debates, produções artísticas, teatro e atividades lúdicas sobre bullying conscientizam sobre as consequências das agressões e estimulam reflexão coletiva. Projetos colaborativos que incentivam trabalho em equipe fortalecem vínculos entre os estudantes e constroem senso de comunidade. "A escola precisa ser espaço onde todas as crianças se sintam seguras para aprender, brincar e desenvolver seu potencial", afirma Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Para ela, a formação ética dos estudantes acontece tanto nas aulas quanto nas relações cotidianas, exigindo atenção constante de toda a equipe pedagógica. A capacitação de professores e funcionários se mostra essencial. Educadores preparados identificam sinais precoces de bullying, como isolamento progressivo, queda no rendimento escolar, mudanças bruscas de comportamento e recusa em participar de atividades coletivas. A intervenção rápida e adequada impede que o problema se agrave. Protocolos claros de acolhimento da vítima, responsabilização do agressor e comunicação com as famílias devem estar estabelecidos e conhecidos por todos. O papel insubstituível da família Pais e responsáveis exercem função complementar e igualmente crucial na prevenção ao bullying. O diálogo aberto e constante em casa cria condições para que a criança compartilhe experiências difíceis sem medo de julgamento ou punição. Conversas regulares sobre o cotidiano escolar, as amizades, as alegrias e dificuldades geram oportunidades para identificar problemas antes que se agravem. A observação atenta a mudanças comportamentais permite detectar sinais de sofrimento. Recusa em ir à escola, especialmente quando antes havia interesse pelos estudos, representa indicador significativo. Queixas recorrentes de dores de cabeça ou abdominais sem causa médica aparente, alterações no sono, isolamento social, tristeza persistente, irritabilidade incomum e desinteresse por atividades antes prazerosas merecem investigação cuidadosa. O acolhimento familiar fortalece a autoestima e oferece segurança para enfrentar adversidades. Valorizar qualidades da criança, reconhecer seus esforços e demonstrar confiança em suas capacidades constrói resiliência emocional. O exemplo dado pelos adultos em casa também educa. Ambientes familiares pautados por respeito, empatia e resolução pacífica de conflitos ensinam esses valores às crianças, que tendem a reproduzi-los nas relações sociais. Comunicação efetiva entre escola e família A articulação entre escola e família potencializa os esforços de prevenção e intervenção. Reuniões periódicas, além das formais do calendário escolar, mantêm pais informados sobre o desenvolvimento dos filhos e criam oportunidades para troca de informações relevantes. Canais de comunicação ágeis permitem contato imediato quando surgem situações que exigem atenção. Quando há suspeita ou confirmação de bullying, a resposta deve ser conjunta e coordenada. Pais precisam procurar a coordenação pedagógica ou direção, relatar detalhadamente o problema e exigir medidas concretas de proteção da vítima. A escola, por sua vez, deve investigar cuidadosamente os fatos, ouvir todas as partes envolvidas, implementar ações de acompanhamento e manter comunicação transparente com as famílias. A parceria se estende ao acompanhamento dos agressores. Muitas crianças e adolescentes que praticam bullying enfrentam dificuldades emocionais, problemas familiares ou reproduzem violências que vivenciam em casa. Compreender essas motivações não justifica as agressões, mas orienta intervenções mais eficazes. O envolvimento das famílias dos agressores é fundamental para identificar questões subjacentes e buscar apoio adequado. Escuta ativa e acolhimento das vítimas A escuta ativa representa a primeira e mais importante atitude diante da revelação de bullying. Ouvir com atenção plena, sem interrupções, demonstrações de incredulidade ou minimização do sofrimento, valida os sentimentos da vítima e restaura sua confiança. É fundamental deixar claro que a culpa nunca é da vítima, independentemente de suas características ou comportamentos. Elogios sinceros, reconhecimento da coragem demonstrada ao falar e afirmações de que a situação pode ser resolvida ajudam a reconstruir a autoestima abalada. O empoderamento passa por lembrar à criança ou adolescente suas qualidades, conquistas e valor como pessoa. Tanto família quanto escola devem oferecer esse suporte emocional de forma consistente. O acompanhamento psicológico profissional oferece recursos fundamentais para a recuperação. Psicólogos especializados auxiliam no processamento das experiências traumáticas, desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, reconstrução da autoestima e fortalecimento de habilidades sociais. A terapia oferece espaço seguro onde sentimentos de raiva, tristeza, vergonha e medo podem ser expressos e elaborados. Estratégias preventivas cotidianas A prevenção mais eficaz acontece nas pequenas ações diárias. Em casa, pais podem promover conversas sobre respeito às diferenças, discutir situações hipotéticas e ensinar formas construtivas de resolver conflitos. Monitorar o uso de tecnologias, orientando sobre comportamento seguro e respeitoso online, previne o cyberbullying. Estabelecer rotinas de diálogo, em que todos compartilham como foi o dia, cria hábito de comunicação aberta. Na escola, professores podem incorporar temas relacionados à convivência, empatia e respeito nas atividades pedagógicas cotidianas. Rodas de conversa, trabalhos em grupo que valorizem a cooperação, projetos que celebrem a diversidade e momentos de reflexão sobre as relações entre os estudantes constroem cultura de paz. A presença atenta de educadores nos intervalos, corredores e momentos de recreação inibe agressões e permite identificar situações problemáticas. Criar canais de denúncia seguros e confidenciais, onde vítimas e testemunhas possam relatar situações de violência sem medo de retaliação, fortalece a rede de proteção. Caixas de sugestões, formulários online anônimos ou conversas reservadas com profissionais de confiança oferecem alternativas para quem não consegue falar abertamente. Consequências do bullying e importância da intervenção precoce O bullying compromete múltiplas dimensões do desenvolvimento. No aspecto emocional, gera baixa autoestima, ansiedade, depressão e, em casos extremos, pensamentos suicidas. No plano acadêmico, reduz a concentração, diminui a motivação para estudar e provoca queda no rendimento escolar. No desenvolvimento social, dificulta a formação de vínculos de confiança e pode gerar comportamento defensivo nas relações. Quando não tratados, os danos acompanham a pessoa por décadas. Adultos que foram vítimas na infância frequentemente relatam dificuldades de autoafirmação, insegurança em contextos sociais e problemas de saúde mental crônicos. A intervenção precoce, combinando acolhimento familiar, suporte escolar e acompanhamento profissional quando necessário, minimiza essas consequências e oferece à vítima condições de se recuperar plenamente. Responsabilização e educação dos agressores Lidar com os agressores requer equilíbrio entre consequências claras pelas ações e oportunidades de reflexão e mudança. Punições severas sem processo educativo podem agravar comportamentos violentos ou criar ressentimento. O ideal é combinar responsabilização com desenvolvimento de empatia, compreensão do sofrimento causado à vítima e reparação do dano. Para saber mais sobre bullying, visite https://www.tuasaude.com/o-que-e-bullying/ e https://vidasaudavel.einstein.br/como-identificar-e-ajudar-uma-vitima-de-bullying-ou-cyberbullying/


30 de janeiro, 2026

ENEM e SISU: informação para decidir com segurança

O ENEM é, para muitos estudantes, o primeiro grande desafio acadêmico fora da escola. Ele marca a transição para novas responsabilidades e escolhas. No Colégio Alternativo, o olhar para o ENEM vai além da prova: envolve reflexão, estratégia e autonomia. Com o ENEM 2025 mantendo seu modelo consolidado e o ENEM 2026 trazendo expectativas de continuidade, entender o funcionamento do exame é o primeiro passo para usá-lo a favor do próprio projeto de vida.   O perfil do ENEM e o que ele espera do estudante O ENEM exige postura ativa. As questões pedem análise, comparação de informações e tomada de decisão. Não basta reconhecer fórmulas ou conceitos; é preciso entender como eles se aplicam a situações reais. A prova dialoga com o cotidiano, com temas sociais, científicos e culturais. Isso torna o estudo mais significativo, mas também exige atenção redobrada à leitura e à interpretação. No ENEM 2025, esse perfil ficou claro. Para o ENEM 2026, a expectativa é de aprofundamento dessa abordagem, reforçando a importância de uma formação crítica e interdisciplinar.   Administração do tempo e leitura estratégica Uma boa estratégia durante a prova faz toda a diferença. Ler o comando da questão antes do texto, identificar palavras-chave e eliminar alternativas incoerentes são práticas que ajudam a ganhar tempo e precisão. A redação continua sendo decisiva. Um texto bem estruturado, com argumentos claros e uma proposta de intervenção consistente, pode elevar significativamente a nota final. Treinar a escrita com regularidade é essencial. Para quem já pensa no próximo ano, criar o hábito de leitura e escrita desde agora facilita muito a preparação para o ENEM 2026.   SISU: escolhas conscientes e acompanhamento constante O SISU permite que o estudante utilize sua nota do ENEM para concorrer a vagas em universidades públicas. O sistema funciona por meio de notas de corte, que variam diariamente durante o período de inscrição. A possibilidade de alterar as escolhas exige atenção constante. Mais do que agir por impulso, é importante analisar dados, refletir sobre prioridades e considerar diferentes cenários. A lista de espera é uma etapa que não deve ser ignorada, pois muitos candidatos conseguem a vaga após a chamada regular.   A nota do ENEM como ferramenta de oportunidades O ENEM não se limita ao SISU. Ele também é usado no PROUNI, no FIES e em processos seletivos próprios de faculdades privadas. Em alguns casos, a nota garante bolsas, descontos ou ingresso direto. Para os estudantes do Colégio Alternativo, isso significa autonomia para escolher o caminho que mais combina com seus objetivos. O ENEM deixa de ser apenas uma prova e passa a ser um instrumento de acesso, crescimento e transformação.  


28 de janeiro, 2026

Família e escola juntas no desenvolvimento da escrita

O domínio da escrita correta é competência essencial para o sucesso acadêmico e a inserção social plena. No contexto atual, em que a comunicação digital ocupa espaço crescente no cotidiano de crianças e adolescentes, família e escola precisam atuar em conjunto para garantir que os jovens desenvolvam capacidade de transitar entre diferentes registros linguísticos. Abreviações típicas do internetês, como "vc" para "você" ou "pq" para "porque", são práticas comuns nas redes sociais, mas não devem substituir o conhecimento da norma padrão exigida em contextos formais. A popularização de aplicativos de mensagens e redes sociais trouxe nova forma de comunicação marcada pela rapidez e pela informalidade. Crianças em fase de alfabetização e adolescentes em processo de letramento ficam expostos diariamente a palavras escritas de forma abreviada ou com supressão de acentos e pontuação. Essa exposição constante pode interferir na memória visual da grafia correta, criando confusões sobre a forma adequada de escrever. Professores relatam casos de estudantes que inserem expressões típicas da linguagem digital em redações escolares, demonstrando dificuldade em separar contextos de uso. Quando não conseguem distinguir entre escrita informal para conversar com amigos e escrita formal para atividades acadêmicas, comprometem seu desempenho em avaliações e sua capacidade de construir textos claros e adequados. "A questão não é demonizar a linguagem digital, mas ensinar os estudantes a reconhecerem quando cada registro linguístico é apropriado", explica Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Desenvolver essa consciência de adequação é fundamental para que os jovens transitem com segurança entre diferentes situações comunicativas. Leitura como base da escrita Crianças e adolescentes que têm contato regular com textos variados desenvolvem repertório linguístico mais amplo e fixam visualmente a grafia correta das palavras. Ler livros, jornais, revistas, quadrinhos e textos informativos apresenta aos jovens diferentes estruturas textuais, vocabulário diversificado e exemplos práticos de como a língua funciona em seus diversos registros. Famílias que cultivam o hábito da leitura em casa criam ambiente favorável ao desenvolvimento da escrita. Ter livros acessíveis, frequentar bibliotecas, presentear com obras literárias e reservar momentos para leitura compartilhada são práticas que demonstram valor atribuído à palavra escrita. Quando pais leem regularmente, transmitem aos filhos mensagem de que ler é atividade prazerosa e importante. Na escola, trabalhar com gêneros textuais variados amplia a compreensão dos estudantes sobre as múltiplas funções da escrita. Contos, poemas, notícias, artigos de opinião, receitas, instruções e cartas apresentam estruturas diferentes e exigem adequações linguísticas específicas. Essa diversidade ensina que não existe uma única forma de escrever, mas sim usos apropriados para cada situação. Importância da escrita manual Escrever à mão contribui para desenvolvimento cognitivo de forma única. O ato de formar letras manualmente ativa áreas cerebrais relacionadas à memória, concentração e coordenação motora fina. Estudos demonstram que estudantes que escrevem à mão tendem a reter melhor as informações do que aqueles que apenas digitam. A dependência exclusiva da digitação pode prejudicar esse desenvolvimento. Embora teclados e telas sejam ferramentas importantes, não substituem completamente os benefícios da escrita manual. Incentivar que crianças mantenham cadernos, diários, produzam cartas, escrevam listas e façam anotações à mão fortalece conexões neurais importantes para o aprendizado. Famílias podem estimular a escrita manual de maneiras simples no cotidiano. Pedir que a criança escreva a lista de compras, anote recados, registre acontecimentos do dia ou crie histórias em um caderno especial são atividades que tornam a prática natural e prazerosa. Consciência sobre gêneros textuais e contextos Ensinar estudantes a reconhecer diferenças entre uma mensagem no WhatsApp, um e-mail formal, uma redação escolar e uma notícia jornalística desenvolve capacidade de adequação linguística. Cada situação comunicativa exige registro específico, e saber transitar entre eles é habilidade fundamental. Em casa, pais podem aproveitar situações cotidianas para trabalhar essa consciência. Ao escrever um e-mail para a escola, podem mostrar à criança como a linguagem formal difere daquela usada para conversar com amigos. Ao ler notícias juntos, podem apontar características da linguagem jornalística. Essas pequenas intervenções constroem gradualmente compreensão sobre adequação. "Quando trabalhamos a escrita de forma contextualizada, mostrando sua função social em diferentes situações, os estudantes compreendem que dominar a norma culta amplia suas possibilidades de comunicação", destaca Cleunice Fernandes. Na escola, atividades que comparam diferentes registros linguísticos ajudam a tornar explícitas as diferenças. Transformar uma conversa de WhatsApp em texto formal, ou vice-versa, exercita a capacidade de adequação e demonstra concretamente as mudanças necessárias em cada contexto. Revisão e autocorreção Desenvolver o hábito de reler e revisar textos próprios é estratégia poderosa para aprimorar a escrita. Quando estudantes revisam suas produções, identificam erros, percebem inconsistências e desenvolvem olhar crítico sobre o próprio trabalho. Essa prática fortalece autonomia e consciência linguística. Famílias podem incentivar esse hábito pedindo que crianças releiam suas produções escolares antes de entregar, ou que revisem mensagens importantes antes de enviar. Criar ambiente onde erros são vistos como oportunidades de aprendizado, não como fracassos, encoraja tentativas e favorece desenvolvimento. Ferramentas digitais como corretores ortográficos podem ser aliadas quando usadas de forma consciente. Ao invés de simplesmente aceitar sugestões automáticas, estudantes devem ser incentivados a compreender por que determinada grafia está incorreta e qual é a forma adequada. Diálogo e valorização da expressão Crianças que crescem em ambientes onde conversas são valorizadas desenvolvem maior facilidade para organizar ideias e expressá-las por escrito. Diálogos sobre acontecimentos do dia, discussões sobre temas variados, momentos para ouvir histórias e experiências da criança fortalecem habilidades linguísticas que se refletem na escrita. Pais que fazem perguntas abertas, estimulam narrativas e valorizam opiniões dos filhos contribuem para desenvolvimento da capacidade argumentativa e da organização lógica do pensamento. Essas competências são fundamentais para produção de textos coerentes e bem estruturados. Incentivar que crianças contem histórias, descrevam situações, expliquem processos ou defendam pontos de vista oralmente prepara terreno para que façam o mesmo na escrita. A oralidade bem desenvolvida facilita a transição para a expressão escrita. Equilíbrio no uso de tecnologia Estabelecer limites para uso de dispositivos eletrônicos cria espaço para atividades que favorecem a escrita. Tempo excessivo em telas reduz oportunidades para leitura, escrita manual, conversas significativas e brincadeiras criativas que estimulam linguagem. Famílias podem definir horários específicos para uso de celulares e computadores, garantindo que crianças tenham tempo para outras atividades. Criar zonas livres de tecnologia, como durante refeições ou antes de dormir, favorece interações presenciais e momentos de leitura. Quando a tecnologia é utilizada, pode ser direcionada para atividades que apoiam o desenvolvimento da escrita. Aplicativos educativos, jogos de palavras, plataformas de leitura digital e ferramentas de produção textual podem complementar o aprendizado quando usados com orientação adequada. Exemplo e incentivo constante Crianças aprendem observando adultos. Pais que leem, escrevem, valorizam a comunicação clara e demonstram cuidado com a linguagem transmitem esses valores aos filhos. O exemplo cotidiano é forma poderosa de educação que complementa orientações verbais. Celebrar progressos, por menores que sejam, fortalece motivação. Reconhecer quando a criança usa corretamente uma palavra difícil, parabenizar pela organização de um texto ou valorizar o esforço em uma redação constrói autoconfiança e incentiva continuidade. Criar oportunidades para que a escrita tenha função real na vida da criança torna o aprendizado significativo. Escrever convites para festas, bilhetes para familiares, histórias para apresentar a amigos ou textos para publicar em blogs familiares mostra que escrever tem propósito além das atividades escolares. Construindo escritores competentes O desenvolvimento da escrita correta exige parceria consistente entre família e escola. Quando ambas compartilham responsabilidades e trabalham de forma complementar, crianças e adolescentes recebem suporte amplo que favorece aprendizado sólido. Equilibrar respeito pela linguagem digital com valorização da norma culta prepara jovens para transitarem com segurança entre diferentes contextos comunicativos, competência essencial para sucesso acadêmico, profissional e exercício pleno da cidadania. Para saber mais sobre escrita, visite https://folhaextra.com/noticia/31984/especialista-alerta-que-uso-frequente-da-internet-esta-prejudicando-a-escrita-de-criancas-e-adolescentes e https://dialogando.com.br/educacao/internetes-as-delicias-e-desafios-da-escrita-das-redes-sociais-na-educacao/  


26 de janeiro, 2026

Melhores materiais de literatura para o Enem 2026

Literatura representa uma das áreas mais importantes da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no Enem. Diferente de vestibulares tradicionais que exigem listas específicas de obras obrigatórias, o exame nacional valoriza a capacidade de interpretar textos, reconhecer escolas literárias e estabelecer conexões entre obras e contextos históricos. Encontrar materiais de estudo adequados e construir repertório consistente são passos fundamentais para alcançar bom desempenho nessa área do conhecimento. Resolver questões de edições passadas do Enem é uma das estratégias mais eficazes de preparação. O site oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira disponibiliza gratuitamente todas as provas desde 2009, incluindo gabaritos e cadernos de questões. Ao analisar essas avaliações, o estudante identifica quais escolas literárias aparecem com mais frequência, como as perguntas são estruturadas e quais habilidades são exigidas. Análises das últimas edições mostram que o modernismo é o movimento mais recorrente nas questões, seguido por romantismo e realismo. Autores como Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Clarice Lispector e Manuel Bandeira aparecem regularmente. Conhecer essas tendências permite direcionar os estudos de forma mais estratégica, embora seja importante não ignorar outros períodos literários. "A prática com questões anteriores desenvolve o olhar crítico do estudante e o familiariza com o estilo de cobrança do exame, tornando a interpretação mais rápida e precisa no dia da prova", afirma Cleunice Fernandes, coordenadora geral do Colégio Alternativo, de Sinop (MT). Plataformas digitais oferecem conteúdo gratuito Canais educativos no YouTube produzem videoaulas de qualidade sobre literatura brasileira e portuguesa. Professores experientes explicam características das escolas literárias, analisam obras importantes e demonstram técnicas de interpretação textual. A vantagem do formato audiovisual é permitir pausas para anotações e revisões quantas vezes forem necessárias. Aplicativos de questões comentadas simulam o ambiente de prova e oferecem explicações detalhadas sobre cada alternativa. Muitos desses recursos são gratuitos e permitem que o estudante avalie seu desempenho em tempo real, identificando pontos que precisam de reforço. Podcasts literários também se tornaram populares, oferecendo análises aprofundadas de obras e discussões sobre movimentos artísticos enquanto o estudante realiza outras atividades. Obras em domínio público democratizam acesso A Biblioteca Nacional Digital e o portal Domínio Público disponibilizam gratuitamente centenas de clássicos da literatura brasileira e portuguesa. Machado de Assis, José de Alencar, Castro Alves, Olavo Bilac e muitos outros autores essenciais podem ser lidos sem custo. Essa acessibilidade remove barreiras financeiras e permite que estudantes de qualquer região do país construam repertório literário consistente. Ler os textos originais, mesmo que trechos selecionados, é mais eficaz do que depender exclusivamente de resumos. O contato direto com a linguagem do autor desenvolve familiaridade com diferentes estilos de escrita e facilita o reconhecimento de recursos estilísticos durante a prova. Começar por contos e crônicas, geralmente mais curtos, pode tornar o processo menos intimidador para quem tem dificuldade com leitura. Livros didáticos sistematizam conhecimentos Materiais didáticos específicos para o Enem organizam o conteúdo de literatura de forma clara e objetiva. Essas publicações geralmente apresentam características das escolas literárias, contextualização histórica, principais autores de cada período e exercícios de fixação. Muitas editoras disponibilizam versões digitais gratuitas ou a preços acessíveis. Apostilas de cursinhos preparatórios também são recursos valiosos, pois condensam informações essenciais e incluem questões comentadas. Esses materiais são desenvolvidos por professores que conhecem profundamente o formato do Enem e sabem quais conteúdos são mais relevantes. Bibliotecas públicas costumam ter exemplares desses livros disponíveis para consulta e empréstimo. Edições comentadas enriquecem a leitura Versões anotadas de clássicos literários trazem explicações sobre contexto histórico, vocabulário da época, figuras de linguagem utilizadas e interpretações críticas da obra. Essas notas de rodapé transformam a leitura em experiência mais didática, especialmente para textos escritos em períodos distantes como o barroco ou o arcadismo, cujas estruturas sintáticas e vocabulário podem parecer estranhos ao leitor contemporâneo. "Edições comentadas funcionam como um professor particular durante a leitura, esclarecendo dúvidas no momento exato em que surgem e aprofundando a compreensão da obra", destaca Cleunice Fernandes. Essa abordagem é particularmente útil para poesias, onde inversões sintáticas e múltiplos sentidos podem dificultar o entendimento. Grupos de estudo ampliam perspectivas Discutir obras literárias com colegas permite que cada estudante compartilhe interpretações diferentes do mesmo texto. Essa troca enriquece a análise e revela aspectos que poderiam passar despercebidos em leitura individual. Grupos presenciais ou virtuais criam ambiente colaborativo onde dúvidas são esclarecidas coletivamente. Participar de clubes de leitura focados em preparação para o Enem mantém a regularidade dos estudos e cria compromisso com o cronograma. Quando alguém do grupo apresenta uma obra ou lidera discussão sobre determinado período literário, todos se beneficiam do esforço coletivo. Redes sociais e aplicativos de mensagens facilitam a organização desses encontros. Técnicas de leitura ativa potencializam o aprendizado Manter diário de leitura onde o estudante registra impressões, dúvidas e conexões percebidas transforma a leitura passiva em processo reflexivo. Anotar trechos importantes, questionar escolhas do autor e relacionar a obra com seu contexto histórico desenvolve pensamento crítico. Essas anotações pessoais são valiosas ferramentas de revisão próximo à data da prova. Dividir obras maiores em metas diárias evita sobrecarga e garante regularidade. Ler vinte páginas por dia, por exemplo, permite concluir um romance de trezentas páginas em quinze dias. Esse planejamento quantitativo torna objetivos literários mais tangíveis e reduz a procrastinação. Simulados treinam gestão de tempo Participar de simulados que reproduzem o formato do Enem desenvolve habilidades além do conhecimento de conteúdo. Gerenciar o tempo disponível para resolver 45 questões de Linguagens em noventa minutos exige prática. Muitos estudantes conhecem bem literatura, mas perdem pontos por não conseguirem administrar adequadamente o relógio durante a prova. Simulados que utilizam a Teoria de Resposta ao Item, mesmo sistema de correção do Enem, oferecem visão mais precisa do desempenho real. Esse modelo valoriza consistência e penaliza chutes, o que torna a preparação estratégica ainda mais importante. Instituições educacionais e plataformas digitais oferecem essas avaliações periodicamente. Figuras de linguagem merecem atenção especial Reconhecer metáforas, ironias, hipérboles, antíteses e outras figuras de linguagem é fundamental para resolver questões de literatura no Enem. Materiais específicos sobre esse tema, incluindo exercícios práticos de identificação, ajudam a desenvolver essa habilidade. Compreender não apenas a definição, mas o efeito que cada figura produz no texto, diferencia respostas corretas de alternativas que tentam confundir o candidato. Estudar as funções da linguagem — emotiva, referencial, conativa, poética, metalinguística e fática — também contribui para análises mais precisas. Muitas questões do Enem pedem que o estudante identifique qual função predomina em determinado trecho ou como o autor utiliza recursos linguísticos para alcançar objetivos comunicativos específicos. Cronogramas equilibram diferentes áreas Dedicar tempo regular à literatura, sem negligenciar outras disciplinas, exige planejamento cuidadoso. Alternar dias de leitura de obras com dias de resolução de exercícios mantém o estudo dinâmico. Reservar finais de semana para leituras mais longas e dias úteis para revisão de conceitos teóricos pode funcionar bem para muitos estudantes. Integrar literatura com redação também é estratégico. Obras que abordam temas sociais relevantes fornecem repertório cultural para argumentação. Conhecer livros que discutem desigualdades, questões ambientais ou dilemas éticos enriquece a escrita e demonstra capacidade de relacionar diferentes áreas do conhecimento, competência valorizada pelo exame. Para saber mais sobre o Enem, visite https://vestibulares.estrategia.com/portal/materias/literatura/como-estudar-obras-literarias-para-o-vestibular/ e https://www.terra.com.br/noticias/educacao/enem/5-dicas-para-estudar-as-obras-literarias-dos-vestibulares,0734e660d58cfb44cdb86ba24a4d388d9n7r0jqa.html  


23 de janeiro, 2026

Ansiedade escolar e acolhimento no Colégio Alternativo

O começo do ano letivo costuma trazer uma mistura de sentimentos para dentro de casa. Junto com o material novo e a rotina sendo reorganizada, aparecem expectativas, dúvidas e, muitas vezes, a ansiedade dos filhos. Para alguns alunos, o retorno às aulas é animador. Para outros, vem acompanhado de insegurança, medo de mudanças ou receio de não corresponder às próprias expectativas. Essas emoções fazem parte do desenvolvimento infantil e juvenil. O que faz a diferença é a forma como elas são acolhidas e trabalhadas — tanto pela família quanto pela escola. No Colégio Alternativo, o início do ano é entendido como um período sensível, que pede escuta, cuidado e proximidade com cada aluno.   Por que a volta às aulas pode gerar ansiedade A ansiedade nem sempre tem uma causa única. Muitas vezes, ela surge do conjunto de novidades que o novo ano traz. Mudança de professores, novos conteúdos, aumento das responsabilidades, adaptação a colegas diferentes ou até a pressão interna para “dar conta” de tudo logo nos primeiros dias. Em crianças menores, esse sentimento pode aparecer em forma de choro, apego excessivo ou resistência para ir à escola. Já entre adolescentes, é comum surgir como irritação, silêncio, cansaço ou desmotivação. Em ambos os casos, o recado é o mesmo: algo precisa ser ouvido com atenção. Reconhecer que esse sentimento existe — sem minimizar ou apressar soluções — já é um grande passo. Quando o aluno percebe que não está sozinho, a ansiedade tende a diminuir.   O papel da família no acolhimento emocional Dentro de casa, pequenas atitudes ajudam muito nesse período. Criar momentos de conversa, perguntar sobre o dia e ouvir sem julgamentos fortalecem o vínculo e a confiança. Nem sempre o filho vai querer falar de imediato, mas saber que existe espaço para isso já traz segurança. Outro ponto importante é evitar comparações, principalmente no início do ano. Cada aluno tem seu tempo de adaptação, e respeitar esse ritmo ajuda a reduzir a pressão. Valorizar o esforço, mais do que o resultado, também contribui para uma relação mais saudável com a escola. Manter uma rotina equilibrada, com horários organizados e espaço para descanso e lazer, ajuda o aluno a se sentir mais preparado para enfrentar os desafios do dia a dia.   O acolhimento como prática no Colégio Alternativo Desde os primeiros dias, a equipe pedagógica observa, acompanha e se aproxima dos alunos, criando um ambiente em que todos se sintam à vontade para aprender e se expressar. O início do ano é pensado para facilitar a adaptação. Atividades de integração, momentos de conversa e uma abordagem mais cuidadosa ajudam os estudantes a se sentirem pertencentes ao grupo e confiantes no novo ciclo que começa. Esse olhar atento permite identificar alunos que precisam de mais apoio e agir de forma preventiva, antes que a ansiedade interfira no aprendizado ou no bem-estar emocional.   Aprender a lidar com emoções também é aprendizado A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento emocional dos alunos. Ao longo do ano, o Colégio Alternativo promove práticas que estimulam o autoconhecimento, o respeito às diferenças e a construção de relações saudáveis. Essas vivências ajudam o aluno a reconhecer o que sente, a lidar melhor com frustrações e a desenvolver habilidades como empatia, organização e responsabilidade. Quando o estudante aprende que errar faz parte do processo e que pedir ajuda é permitido, ele se sente mais seguro para aprender. Especialmente na adolescência, esse acompanhamento faz diferença. A cobrança aumenta, as decisões se tornam mais complexas e a ansiedade pode se intensificar. Ter adultos de referência atentos e disponíveis ajuda o jovem a atravessar essa fase com mais equilíbrio.   Parceria entre escola e família faz toda a diferença Quando família e escola caminham juntas, o aluno se sente mais seguro. A troca de informações, o diálogo aberto e o alinhamento de expectativas criam uma rede de apoio que beneficia diretamente o estudante. O Colégio Alternativo acredita nessa parceria e valoriza a participação da família no processo educativo. Juntos, escola e pais conseguem identificar necessidades, celebrar conquistas e apoiar o aluno nos momentos mais desafiadores. Ao longo do ano, haverá dias mais fáceis e outros mais difíceis. O importante é que o estudante saiba que pode contar com adultos atentos, dispostos a escutar e a orientar. Leia mais: Volta às aulas 2026 | Colégio Alternativo e  Crianças e desenvolvimento | Colégio Alternativo  


21 de janeiro, 2026